Reunião debate plano para melhorar calçadas e travessias hoje
Calçadas sem obstáculos, travessias mais seguras e caminhos que conectem pontos de ônibus a escolas, unidades de saúde e outros serviços públicos estão entre as propostas do Plano Municipal de Rotas Acessíveis de Campo Grande. A minuta do projeto de lei será apresentada e discutida em reunião pública nesta quarta-feira (28), às 18h, na Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urb
Redação Diário Pantanal
28/10/2026, 10:30

Calçadas sem obstáculos, travessias mais seguras e caminhos que conectem pontos de ônibus a escolas, unidades de saúde e outros serviços públicos estão entre as propostas do Plano Municipal de Rotas Acessíveis de Campo Grande. A minuta do projeto de lei será apresentada e discutida em reunião pública nesta quarta-feira (28), às 18h, na Planurb (Agência Municipal de Meio Ambiente e Planejamento Urbano). Plano pretende orientar a construção e a reforma de calçadas pelo poder público para permitir deslocamentos contínuos, seguros e com autonomia.
A proposta prioriza mulheres, crianças, idosos, pessoas com deficiência e pessoas com mobilidade reduzida. O texto ainda está em discussão e não representa autorização imediata para obras. A implantação é dividida em etapas , com horizonte de até 15 anos. Nos primeiros cinco anos, a proposta é priorizar projetos especiais, o entorno dos terminais de ônibus e os caminhos entre equipamentos públicos de maior demanda, identificados com auxílio do Cadastro Municipal da Pessoa com Deficiência, e os pontos de transporte coletivo mais próximos.
Entre cinco e dez anos, o plano prevê ampliar as conexões entre serviços públicos e pontos de ônibus, além de contemplar corredores do transporte coletivo. Na etapa de dez a 15 anos, a intenção é conectar os equipamentos públicos entre si e aos corredores. A minuta apresenta dois projetos especiais. Um deles é o do Coophavila II, onde o estudo identifica aproximadamente dez quilômetros de vias para melhorias. A proposta é conectar serviços públicos, áreas de uso coletivo e ruas com concentração de comércio e serviços.
O outro prevê ligar o Centro de Convivência do Idoso Vovó Ziza, na Rua Joaquim Murtinho, à Escola Municipal Professor Arassuay Gomes de Castro, na Rua São Vicente de Paulo, e ao Ponto de Integração Hércules Maymone. No entorno do centro de convivência, o estudo relata obstáculos nas calçadas, problemas de manutenção, ausência ou inadequação de sinalização tátil e dificuldades nas travessias. As observações fazem parte do diagnóstico que embasa o plano. Os trajetos indicados nos dois projetos ainda dependem de estudos específicos para implantação.
A minuta também prevê participação da comunidade e intervenções temporárias para testar soluções antes das obras permanentes. Entre as regras propostas está a oferta de travessias seguras e sinalizadas com distância máxima de 150 metros entre elas. O texto também define uma faixa livre de circulação nas calçadas com largura mínima de 1,50 metro, sem desníveis, vegetação ou outros obstáculos. Postes, bancos, lixeiras e demais elementos do mobiliário urbano deverão ficar fora desse espaço reservado aos pedestres.
As travessias poderão contar com semáforos ou dispositivos de redução de velocidade, como faixas elevadas. A proposta mantém com o proprietário do imóvel a responsabilidade pela manutenção preventiva e permanente da calçada. Para executar o plano, prevê fontes como orçamento municipal, fundo de desenvolvimento urbano, emendas parlamentares e convênios, sem apresentar um valor total de investimento. O acompanhamento deverá ser feito por uma comissão com representantes de órgãos municipais.
Relatórios anuais deverão informar, entre outros dados, a extensão das calçadas executadas, as travessias adequadas e os serviços públicos conectados às rotas. Como participar - Localizado na Avenida Calógeras, 356, com entrada pela Dr. Mário Corrêa , a apresentação técnica terá duração de até 30 minutos. Depois, haverá um intervalo de cinco minutos para inscrição dos interessados em falar. Cada participante inscrito terá até dois minutos para se manifestar e poderá fazer uma réplica, também de até dois minutos, após a resposta.
A etapa de discussão terá até meia hora, com possibilidade de prorrogação por mais dez minutos.
Fonte: Campo Grande News

