Reforma emergencial da climatização do HRMS terá custo de R$ 1,08 milhão
O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou a contratação emergencial de uma empresa para reformar o sistema de climatização das salas do centro cirúrgico do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. O contrato, publicado nesta segunda-feira (26), no DOE (Diário Oficial do Estado), tem valor de R$ 1.083.157,13, cerca de R$ 48,8 mil abaixo do montante anunciado inicialmente.
Redação Diário Pantanal
26/10/2026, 09:45

O Governo de Mato Grosso do Sul oficializou a contratação emergencial de uma empresa para reformar o sistema de climatização das salas do centro cirúrgico do HRMS (Hospital Regional de Mato Grosso do Sul), em Campo Grande. O contrato, publicado nesta segunda-feira (26), no DOE (Diário Oficial do Estado), tem valor de R$ 1.083.157,13, cerca de R$ 48,8 mil abaixo do montante anunciado inicialmente. A contratação foi realizada pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos), por meio de dispensa de licitação, e prevê a execução dos serviços pela empresa Clima Teck Engenharia Ltda.
O documento foi assinado em 22 de outubro. No dia 8 de outubro, o Campo Grande News já havia noticiado a contratação emergencial, inicialmente estimada em R$ 1.131.922. Com a publicação do contrato, o valor foi fixado em R$ 1.083.157,13, uma diferença de R$ 48.764,87. O extrato não esclarece o motivo da redução. Conforme o documento, a empresa terá prazo de 30 dias corridos para concluir os serviços, contados a partir do recebimento da OIS (Ordem de Início dos Serviços).
A publicação não informa quando a ordem será emitida ou se os trabalhos já começaram. O contrato estabelece que a reforma deverá seguir os projetos, memoriais, planilhas orçamentárias e demais documentos técnicos previstos na contratação. A vigência começa com a publicação do extrato e poderá se estender por até 120 dias após o término do prazo de execução. Problemas antigos – A precariedade do sistema de climatização do HRMS já havia sido revelada pelo Campo Grande News em abril deste ano.
Documentos relacionados ao projeto de modernização do hospital apontavam que, dos três resfriadores previstos na estrutura original, apenas um permanecia em funcionamento, ainda assim de maneira parcial. Na ocasião, funcionários relataram dificuldades para trabalhar devido ao calor, enquanto pacientes precisavam levar ventiladores de casa para enfrentar as altas temperaturas em determinados setores do hospital. Os documentos também apontavam problemas na infraestrutura elétrica e na rede lógica, agravados pela instalação de equipamentos que aumentaram a demanda de energia da unidade.
A reforma emergencial ocorre paralelamente ao projeto de modernização do hospital por meio de uma PPP (Parceria Público-Privada), vencida pela Construcap CCPS Engenharia e Comércio S.A. A proposta prevê R$ 5,6 bilhões ao longo de 30 anos, incluindo a renovação da estrutura existente e a construção de uma quarta ala.
Fonte: Campo Grande News


