Policiais são alvos de ação contra tráfico de armas e drogas
A PF (Polícia Federal) junto com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quarta-feira (4), a Operação IFRIT. O objetivo é desarticular uma organização criminosa ultraviolenta associada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao PGC (Primeiro Grupo Catarinense). São cumpridas medidas judiciais em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Ao todo são 76
Redação Diário Pantanal
04/11/2026, 07:00

A PF (Polícia Federal) junto com a Receita Federal, deflagrou na manhã desta quarta-feira (4), a Operação IFRIT. O objetivo é desarticular uma organização criminosa ultraviolenta associada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) e ao PGC (Primeiro Grupo Catarinense). São cumpridas medidas judiciais em Mato Grosso do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Ao todo são 76 mandados de busca e apreensão, 25 mandados de prisão preventiva, 1 mandado de prisão temporária, além de 3 medidas de monitoração eletrônica e o afastamento de 3 policiais civis de suas funções públicas.
Segundo a PF, as investigações apontam que a organização criminosa transnacional era liderada por um núcleo familiar e contava com a participação ativa de agentes públicos das forças de segurança, incluindo policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul, além de um policial rodoviário federal. O grupo é investigado por crimes graves, como tráfico transnacional de drogas, tráfico internacional de armas, lavagem de dinheiro, além de homicídios, sequestros, torturas e atentados.
Para exercer controle territorial e intimidar facções rivais, a quadrilha utilizava armamento pesado, estruturas logísticas de apoio e veículos blindados. A base de atuação principal da estrutura criminosa concentrava-se na região de fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Contudo, o esquema contava com ramificações robustas em outros estados brasileiros. Ainda conforme a PF, entorpecentes e armas eram obtidos na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Os materiais abasteciam tanto redes de distribuição internas no Brasil quanto rotas internacionais de tráfico com destino à Europa, com forte incidência para Espanha e Portugal.
Em Campo Grande e região, equipes policiais cumprem diligências em endereços vinculados aos investigados, incluindo pontos na Rua São Félix, na Rua São Borja e na Rua Mangona, além de um condomínio, alvos das buscas e apreensões desta manhã. Na Rua São Borja viaturas descaracterizadas estão em um galpão cheio de carros que precisou ser arrombado já que não havia ninguém no endereço.
Fonte: Campo Grande News



