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Empresário de família conhecida na fronteira é alvo de operação da PF

O empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, integrante de uma família conhecida na região de fronteira com o Paraguai, está entre os alvos da Operação Ifrit, deflagrada pela PF (Polícia Federal) e pela Receita Federal na manhã desta quarta-feira (4). A ação investiga uma organização criminosa transnacional suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, comércio internacional de armas e lavage

Redação Diário Pantanal

04/11/2026, 08:30

Empresário de família conhecida na fronteira é alvo de operação da PF

O empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, integrante de uma família conhecida na região de fronteira com o Paraguai, está entre os alvos da Operação Ifrit, deflagrada pela PF (Polícia Federal) e pela Receita Federal na manhã desta quarta-feira (4). A ação investiga uma organização criminosa transnacional suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, comércio internacional de armas e lavagem de dinheiro. A operação ocorre em 7 estados e cumpre 76 mandados de busca e apreensão, 25 de prisão preventiva e um de prisão temporária.

A Justiça Federal de Campo Grande autorizou as medidas, que também incluem o monitoramento eletrônico de três investigados e o afastamento de três policiais civis de suas funções. Adel atua no setor empresarial em Ponta Porã. Conforme registros cadastrais, ele é sócio-administrador da empresa Adel Hassan Haidar Ltda., que utiliza o nome fantasia Residencial Nossa Senhora. A empresa, aberta em maio de 2001, tem como atividade principal o setor de hospedagem, além de atividades cadastradas no comércio de veículos.

Embora o nome do empresário tenha sido confirmado pela reportagem, entre os alvos da operação, ainda não há informações sobre qual participação específica é atribuída a ele, nem sobre a natureza da medida judicial dirigida ao seu nome. A Polícia Federal também não informou se houve prisão do empresário. Segundo a PF, a investigação identificou indícios da atuação de uma organização criminosa liderada por um núcleo familiar, com ligações com facções criminosas e participação de agentes das forças de segurança.

Entre os investigados estão policiais civis e militares de Mato Grosso do Sul e um policial rodoviário federal. O grupo também é investigado por envolvimento em crimes violentos, como sequestros, torturas, atentados e homicídios. Conforme a investigação, os integrantes utilizavam armas, veículos blindados e estruturas de apoio para controlar territórios e intimidar adversários. Localização - A principal área de atuação da organização ficava na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, no Paraguai.

A polícia identificou ramificações em outros estados e suspeita que o grupo utilizava a região como ponto estratégico para movimentar drogas e armas. As investigações apontam que os produtos eram adquiridos na Bolívia, no Peru e no Paraguai. Parte abastecia redes de distribuição no território brasileiro, enquanto carregamentos de drogas seguiam por rotas internacionais com destino à Europa, principalmente Espanha e Portugal. Além de Mato Grosso do Sul, a Operação Ifrit mobiliza equipes em Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás e Rondônia.

A ação reúne policiais federais e servidores da Receita Federal para cumprir as determinações judiciais e aprofundar a investigação sobre a estrutura financeira e operacional do grupo.

Fonte: Campo Grande News

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