MS é o 3º em casos de violência política; Ministério da Justiça e PGR investigam
Com 47 vítimas registradas no país, incluindo 10 homicídios, o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) anunciou nesta quarta-feira (28) que vai investigar a violência política pós-segundo turno. Mato Grosso do Sul é o terceiro estado com mais casos notificados. Segundo o MJSP, entre sábado (24) e quarta-feira (28), foram contabilizados 45 crimes dessa natureza, somando 47 vítimas e dez mo
Redação Diário Pantanal
28/10/2026, 18:00

Com 47 vítimas registradas no país, incluindo 10 homicídios, o MJSP (Ministério da Justiça e Segurança Pública) anunciou nesta quarta-feira (28) que vai investigar a violência política pós-segundo turno. Mato Grosso do Sul é o terceiro estado com mais casos notificados. Segundo o MJSP, entre sábado (24) e quarta-feira (28), foram contabilizados 45 crimes dessa natureza, somando 47 vítimas e dez mortes, três delas de indígenas. O Ministério também solicitou informações às corregedorias das polícias estaduais e do Distrito Federal sobre situações envolvendo agentes de segurança pública.
O levantamento contempla casos registrados até esta quarta-feira (28), e uma nova atualização deve ser divulgada nos próximos dias. Conforme o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, o mapeamento reúne episódios de agressão, ameaça e intimidação. “Alguns deles são crimes eleitorais cometidos no dia das eleições ou no período que as antecedeu. Outros envolvem violência política de gênero, que é de competência federal e, portanto, são investigados pela Polícia Federal, processados pelo Ministério Público Federal e pela Justiça Federal.” Os casos estão sendo levantados pelo MJSP por meio das secretarias nacionais de Acesso à Justiça, de Segurança Pública e de Direitos Digitais, em interlocução com a Secretaria-Geral da Presidência.
Violência de motivação política - Conforme levantamento do MJSP, Mato Grosso do Sul é o terceiro estado com maior número de episódios. Paraná e São Paulo lideram o ranking, enquanto Minas Gerais e Santa Catarina fecham a lista dos cinco estados com mais registros. A violência política é crime previsto no Artigo 359-P do Código Penal, e a violência política contra a mulher está no Artigo 326-B do Código Eleitoral. A PF (Polícia Federal) investigará os crimes, com apoio da PGR (Procuradoria-Geral da República) junto aos Ministérios Públicos estaduais na orientação das investigações.
Casos em Mato Grosso do Sul - Em Mato Grosso do Sul, duas ocorrências com disparos de arma de fogo durante mobilizações políticas foram registradas na noite de sábado (24). Em Bonito, Ewerton Rodrigues da Silva morreu e outro homem ficou ferido durante uma briga em uma carreata bolsonarista, embora ainda não há confirmação de que houve motivação política e o TRE-MS também tenha negado que o crime estivesse conectada às eleições. Além deste caso, em Corumbá, um homem de 50 anos foi baleado durante uma caravana política.
Já no domingo (25), após a apuração da eleição presidencial, um homem e uma mulher foram agredidos durante uma concentração de apoiadores nos altos da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande. As vítimas estavam em um Chevrolet Onix vermelho, com bandeiras do PT, quando um homem vestido com a camisa do Brasil golpeou o para-brisa do veículo. Ao descerem do carro, ambos foram atacados, e o motorista acabou derrubado no asfalto. Ameaça contra indígenas - Em áudios trocados pelo WhatsApp após o resultado do segundo turno das eleições, dois homens reclamam da população indígena de Tacuru e um deles sugere envenenar a água consumida pelas comunidades.
“Já falei, tem que ‘ponhar’ veneno na água. Matar essas pragas na água”, diz um dos envolvidos. Na conversa, o outro afirma trabalhar diretamente com o secretário municipal de Infraestrutura, Wilmar Rodrigues, enquanto os dois reclamam de serviços prestados aos indígenas. A denúncia foi divulgada nas redes sociais da APIB (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil). O Ministério dos Povos Indígenas encaminhou à Polícia Federal uma nota técnica sobre as ameaças contra comunidades indígenas em MS.
Além de Tacuru, foram registrados casos em Amambai, Naviraí e Sidrolândia.
Fonte: Campo Grande News



