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Ferida que cresce e não cicatriza pode ser leishmaniose

Parece uma espinha ou uma picada de inseto. Mas, em vez de sumir, a lesão cresce e vira uma ferida que passa semanas sem cicatrizar. Esse pode ser um sinal de leishmaniose tegumentar, doença transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. A ferida costuma doer pouco ou nada, o que pode levar a pessoa a adiar a procura por atendimento. O infectologista Alexandre Albuquerque Bertucci, do Hospit

Redação Diário Pantanal

05/11/2026, 11:45

Ferida que cresce e não cicatriza pode ser leishmaniose

Parece uma espinha ou uma picada de inseto. Mas, em vez de sumir, a lesão cresce e vira uma ferida que passa semanas sem cicatrizar. Esse pode ser um sinal de leishmaniose tegumentar, doença transmitida pela picada do mosquito-palha infectado. A ferida costuma doer pouco ou nada, o que pode levar a pessoa a adiar a procura por atendimento. O infectologista Alexandre Albuquerque Bertucci, do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap-UFMS), em Campo Grande, explica que a doença não passa de uma pessoa para outra pelo contato, mesmo quando alguém toca na ferida.

As lesões costumam ter bordas elevadas e aparecer em partes expostas do corpo, como braços, pernas e rosto. Um passeio de meses atrás pode dar a pista Entre a picada e o aparecimento da ferida podem se passar semanas ou meses. Por isso, uma ida à chácara, um fim de semana na fazenda ou uma caminhada em área de mata são informações que vale levar à consulta, mesmo que o passeio já tenha ficado para trás. “Quando aparecer uma ferida que não cicatriza, é importante lembrar também dos lugares que a pessoa já frequentou nos últimos meses, mesmo que tenha sido apenas durante um passeio”, orienta Bertucci.

Em alguns casos, a doença pode atingir o nariz e a boca meses ou até anos depois, quando a lesão na pele já cicatrizou. Nariz entupido por muito tempo, sangramentos nasais e feridas na boca estão entre os sinais que precisam de avaliação. Nos casos mais graves, a doença pode lesar os tecidos e deixar sequelas. Onde procurar atendimento A orientação é procurar uma UBS (Unidade Básica de Saúde) se a ferida persistir, mesmo sem dor. Como outras doenças podem provocar lesões parecidas, a equipe de saúde avalia o histórico do paciente e pode solicitar exames para confirmar a causa.

O SUS oferece tratamento gratuito. O mosquito-palha é mais ativo no fim da tarde e à noite. Em áreas de maior exposição, como chácaras e regiões próximas à mata, usar repelente e roupas que cubram braços e pernas ajuda a evitar picadas. Telas de malha fina e mosquiteiros também ajudam na proteção. Nos quintais, a orientação é recolher folhas e evitar o acúmulo de matéria orgânica.

Fonte: Campo Grande News

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