E se o paciente não puder esperar? Fila do SUS vira assunto em sala de aula
O que uma família pode fazer quando um paciente corre risco de morrer enquanto espera atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde)? A pergunta partiu de estudantes da Escola Estadual Professora Brasilina Ferraz Mantero, no Jardim Leblon, em Campo Grande. A resposta da juíza Luciane Buriasco Isquerdo levou a conversa ao plantão judicial, que analisa pedidos urgentes mesmo fora do horário de expedi
Redação Diário Pantanal
05/11/2026, 09:00

O que uma família pode fazer quando um paciente corre risco de morrer enquanto espera atendimento pelo SUS (Sistema Único de Saúde)? A pergunta partiu de estudantes da Escola Estadual Professora Brasilina Ferraz Mantero, no Jardim Leblon, em Campo Grande. A resposta da juíza Luciane Buriasco Isquerdo levou a conversa ao plantão judicial, que analisa pedidos urgentes mesmo fora do horário de expediente. O assunto surgiu na quarta-feira (4), em uma conversa com mais de 100 alunos do Ensino Médio.
Luciane, diretora de Administração da Esmagis (Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso do Sul), explicou que a família pode procurar a Defensoria Pública. O órgão avalia a situação e, conforme o caso, pode apresentar um pedido urgente à Justiça. Entre as situações que a Defensoria de Mato Grosso do Sul recebe para avaliação de urgência estão a demora na liberação de internação ou transferência hospitalar solicitada por um médico e a falta de autorização para uma cirurgia de emergência.
Em Campo Grande, o telefone divulgado pelo órgão para urgências em saúde pública é (67) 3317-8757. O que faz um bom juiz? Os estudantes também quiseram saber o que é preciso para ser um bom juiz. Na avaliação de Luciane, o trabalho exige disposição para lidar com problemas alheios e resolver conflitos que afetam diretamente a vida de outras pessoas. A magistrada lembrou que quem decide sobre os conflitos dos outros também pode precisar recorrer à Justiça para resolver os próprios.
“Afinal, antes de exercer a profissão, o juiz também é um cidadão.” A conversa passou ainda pela trajetória de Auri Moura Costa, primeira mulher a ingressar na magistratura brasileira, em 1939, no Ceará. Ao contar essa história, Luciane incentivou as alunas a considerar a carreira jurídica. A visita integrou o projeto Magistratura Vai à Escola, promovido pela Amamsul (Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul).
Fonte: Campo Grande News


