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De orelhas tortas a focinhos, cada detalhe vira enfeite de Natal

Cachorros de orelhinhas tortas, gatos, chinchilas e até porquinhos-da-índia ganharam um lugar especial na decoração de Natal. Em Campo Grande, Maria Vilma Vignolli de Abreu, de 61 anos, e as filhas Natália Vignolli de Abreu, de 35, Carolina Vignolli de Abreu, de 32, e Mariana Vignolli de Abreu, de 29, encontraram uma maneira diferente de incluir os animais de estimação nas festas de fim de ano. Co

Redação Diário Pantanal

05/11/2026, 07:00

De orelhas tortas a focinhos, cada detalhe vira enfeite de Natal

Cachorros de orelhinhas tortas, gatos, chinchilas e até porquinhos-da-índia ganharam um lugar especial na decoração de Natal. Em Campo Grande, Maria Vilma Vignolli de Abreu, de 61 anos, e as filhas Natália Vignolli de Abreu, de 35, Carolina Vignolli de Abreu, de 32, e Mariana Vignolli de Abreu, de 29, encontraram uma maneira diferente de incluir os animais de estimação nas festas de fim de ano. Com feltro, linhas e muita criatividade, a família transforma fotografias dos bichinhos em guirlandas personalizadas, feitas para decorar a porta de casa e guardar histórias e lembranças.

Tudo começou em 2020, quando a filha Carolina Vignolli de Abreu, de 32 anos, sugeriu que a mãe criasse uma decoração natalina que também representasse os animais de estimação. Na época, a família tinha Cindy, uma cachorrinha de 17 anos que já estava velhinha. “Minha filha falou: ‘Mãe, hoje existem diversos tipos de família. Vamos fazer alguma coisa para os pets?’. Aí eu desenhei e surgiu a primeira guirlanda, que foi da nossa Cindy”, relembra Vilma. Vilma cresceu em uma família de 6 irmãs, cercada por trabalhos manuais.

A mãe era florista e também fazia bonecas, enquanto ela sempre teve um carinho especial pelo Natal. Em 2012, chegou a abrir um ateliê dedicado exclusivamente à produção de enfeites natalinos. “Eu sempre tive o dom artístico. Minha mãe era florista e fazia bonecas. Todas as minhas irmãs tinham esses dons manuais, mas o meu lado sempre foi o Natal”, conta. A primeira guirlanda com Cindy fez tanto sucesso que a família decidiu continuar. Logo veio uma encomenda para representar a cachorrinha de um amigo de Carolina.

As filhas criaram um perfil no Instagram e, aos poucos, o que começou como uma brincadeira virou o Guirlanda Pet. Para o cliente - O trabalho começa com uma fotografia enviada pelo tutor. A partir dela, Vilma desenha o animal, tentando reproduzir cada detalhe que o torna único. Pode ser uma manchinha no focinho, uma orelha caída ou até um dentinho aparecendo. “O cliente manda a foto e conta os detalhes que quer realçar. Às vezes, o pet tem uma manchinha, uma orelhinha torta, um dentinho.

É muito engraçadinho, porque cada tutor vê seu bichinho de uma maneira muito amorosa”, explica Carolina. Depois do desenho, começa a escolha das cores do feltro, material utilizado para produzir os personagens. Tudo passa pela aprovação do cliente, que pode pedir mudanças até ficar satisfeito. As guirlandas também recebem detalhes em MDF, corações coloridos e pequenos acessórios. A família já recebeu pedidos de hamsters, chinchilas, porquinhos-da-índia e até peixes. Os próprios tutores também passaram a querer aparecer na decoração.

Mesmo com clientes de diferentes lugares, a produção continua concentrada nas mãos de Vilma. Cada guirlanda exige atenção aos detalhes, desde o desenho inicial até a escolha das cores e a montagem dos personagens. Como tudo é feito manualmente, a família organiza os pedidos com antecedência para conseguir atender à procura durante o período natalino. As filhas também encontraram uma maneira de adaptar os produtos para diferentes ocasiões. Além das guirlandas de Natal, a família produz versões que podem ficar expostas durante o ano inteiro.

Os gorrinhos são removíveis e as mensagens podem ser trocadas, permitindo que os tutores aproveitem a decoração mesmo quando as festas acabam. Magia do Natal para o ano inteiro - “Acho que o Natal conecta, traz muito da família, dessa magia de aproximar. E os próprios clientes começaram a querer estar nas guirlandas também”, conta Carolina. Uma das histórias mais marcantes foi a encomenda de uma guirlanda com 9 animais, todos adotados. A tutora queria representar cada um de maneira especial e até escolheu as cores dos corações de acordo com o significado que tinham para ela.

“A cliente sabia contar a história de cada pet. Até as cores dos corações tinham uma representatividade. Foi muito especial”, relembra uma das filhas. Outro pedido que emocionou a família veio de uma mulher que havia adotado 3 cachorros cegos. Durante a conversa, ela contou como adaptava a rotina da casa para garantir que os animais circulassem com segurança. “Ela explicava que não podia mudar muito os móveis de lugar, porque eles poderiam esbarrar. Aquilo trouxe uma emoção para a gente, porque às vezes nem pensamos nessas histórias”, conta Carolina.

As guirlandas também acompanham as mudanças das famílias. Quando chega um novo animal ou nasce um bebê, é possível encomendar outro personagem para acrescentar à decoração. E, quando um bichinho parte, a família oferece a opção de colocar uma auréola sobre sua representação. A ideia surgiu da própria experiência com Cindy. “A gente sabe como mexe com a gente a perda de um bichinho, porque realmente é família. Até hoje sentimos muito a falta dela”, diz Carolina. Para quem não quer guardar a decoração depois do Natal, há modelos que podem permanecer na porta durante o ano inteiro.

Basta trocar a plaquinha de “Feliz Natal” por “Bem-vindos” e retirar os gorrinhos natalinos, que também podem receber o nome dos animais. Segundo a família, a procura cresceu principalmente por indicação de clientes. Desde agosto, elas recebem, em média, 5 a 6 encomendas por semana. As encomendas do Guirlanda Pet são feitas pelo Instagram do projeto @guirlandapetstore ou pelo WhatsApp (67) 8125-6344, onde está disponível o catálogo de produtos personalizados. Os clientes enviam fotografias dos animais e escolhem os detalhes da decoração.

O prazo de produção é de 7 a 10 dias úteis, além do período de entrega pelos Correios, que varia conforme o destino. Neste ano, a família recebe pedidos de agosto a novembro para que as guirlandas cheguem antes do Natal.

Fonte: Campo Grande News

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