Uma rua em Campo Grande abriu uma dúvida na família Crippa
A placa de uma rua em Campo Grande despertou no jornalista Hugo Zerbato Crippa, de 37 anos, uma curiosidade que o sobrenome, por si só, não responde. Ele passou a se questionar se há parentesco entre sua família e o padre salesiano João Crippa. O questionamento voltou à tona por conta da abertura de um inquérito diocesano que vai investigar a trajetória do religioso e avaliar sua possível beatific
Redação Diário Pantanal
10/10/2026, 17:00 · Atualizado em 12/10/2026, 20:08

A placa de uma rua em Campo Grande despertou no jornalista Hugo Zerbato Crippa, de 37 anos, uma curiosidade que o sobrenome, por si só, não responde. Ele passou a se questionar se há parentesco entre sua família e o padre salesiano João Crippa. O questionamento voltou à tona por conta da abertura de um inquérito diocesano que vai investigar a trajetória do religioso e avaliar sua possível beatificação. “Ouvi falar dele pela primeira vez por causa do nome de uma rua na Capital do Estado”, lembra Hugo.
Mais tarde, encontrou uma via com o mesmo nome em Coxim, cidade onde mora atualmente. A via curta fica perto de um restaurante de lanches que ele costumava frequentar. A placa despertava seus questionamentos, mas ninguém da família, nem mesmo os parentes mais velhos, sabia explicar quem tinha sido o padre. Hugo pensou em pesquisar a história da família Crippa e, com a ajuda de uma tia que também tem o sobrenome, organizou um encontro em Alto Paraná (PR), cidade natal da família, para reunir parentes e registrar as memórias familiares.
A reunião ocorreu em 2016, segundo ele, e juntou mais de 100 pessoas, principalmente do Paraná. Todos foram uniformizados com camiseta que estampava o brasão da família. “Todo mundo decidiu: ‘Vamos nos reunir então’, porque tem os avós, o pessoal está ficando mais velho, e a gente queria registrar esse encontro”, conta. A reunião aproximou parentes de diferentes ramos da família, mas não esclareceu a possível ligação com o padre. Hugo diz que encontrou poucas informações nas buscas feitas na época, inclusive em grupos de redes sociais.
A família também não deu continuidade aos encontros. Hugo relata que ouviu histórias sobre antepassados vindos da Itália, mas não conseguiu confirmar a cidade de origem. Também diz que, em Mato Grosso do Sul, não conhece outros Crippas além de seus familiares. Uma causa - O padre João Crippa nasceu em 1861, na região da Lombardia, na Itália. Segundo a biografia, chegou à América no fim do século 19 e foi ordenado sacerdote em 1894. Atuou em diferentes localidades do então Mato Grosso e, em Campo Grande, participou da criação do Colégio Nossa Senhora Auxiliadora e da implantação do Oratório São José, conhecido como Capelinha.
Crippa morreu em Três Lagoas, no interior do Estado, em 1941, aos 79 anos. Seus restos mortais estão na Paróquia São José, em Campo Grande. A abertura solene do inquérito diocesano está prevista para 20 de outubro e marca o início da investigação dentro da Igreja Católica. Essa etapa reunirá documentos e testemunhos para examinar a vida, as virtudes e a fama de santidade do religioso.
Fonte: Campo Grande News



