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Trabalho de faculdade com receita da avó vira chance de lucro nas feiras

Luana Ricarte, de 25 anos, é estudante do curso de engenharia de produção da UFMS. Em seu penúltimo semestre, dois trabalhos de disciplinas distintas coincidiram. Em PDP (Projeto de Desenvolvimento de Produtos), a turma precisaria criar um produto do zero, e em projeto de unidades produtivas, tinha o dever de criar a ideia de uma fábrica para algum produto. “Como o meu grupo fazia as duas matérias

Redação Diário Pantanal

01/11/2026, 08:00

Trabalho de faculdade com receita da avó vira chance de lucro nas feiras

Luana Ricarte, de 25 anos, é estudante do curso de engenharia de produção da UFMS. Em seu penúltimo semestre, dois trabalhos de disciplinas distintas coincidiram. Em PDP (Projeto de Desenvolvimento de Produtos), a turma precisaria criar um produto do zero, e em projeto de unidades produtivas, tinha o dever de criar a ideia de uma fábrica para algum produto. “Como o meu grupo fazia as duas matérias ao mesmo tempo, a gente pensou: ‘Bom, vamos utilizar um produto para o PDP e aí utilizar o mesmo produto para desenvolver a fábrica, para ficar mais fácil para a gente”, explica.

Na primeira matéria, o professor exigiu que os alunos apresentassem um protótipo do produto escolhido no final do semestre. Eles estavam em um grupo de quatro pessoas e decidiram que o melhor caminho seria fazer algo comestível. “A gente começou todo o estudo de como fazer o produto, da onde surgiu a receita, como criar a identidade visual dele e assim por diante”, conta. Foi então que Luana lembrou da receita de licor da sua avó, Maria Aparecida. O grupo se organizou para fazer algumas mudanças, principalmente no teor alcoólico, reduzido pela metade.

A princípio, houve receio do grupo em dar uma amostra para a turma experimentar, mas após a autorização do professor, foi um sucesso. A turma inteira gostou e no trabalho o grupo tirou a nota 9,6. “Fez o maior sucesso dentro da própria turma, teve gente que pegava a garrafa, tipo ‘essa garrafa é minha, eu quero ficar com ela’. E aí a gente acabou vendendo ali na hora mesmo”. Então surgiu a ideia de oficializar o produto. “Durante o projeto a gente tava: cara, acho que tem um potencial para poder vender isso.

Vamos, será que a gente investe mesmo?”, explica Luana. Pensamento que teve apoio do professor, incentivando-os a criar um Instagram para a marca. Porém, na hora de oficializar, o resto do grupo não conseguiria conciliar com outros compromissos, mas incentivou Luana a continuar sozinha. Por já ter feito algumas receitas, a estudante resolveu se inscrever para a feira do Bosque. “E aí começou aquela loucura. Comprei as garrafas, elas chegaram a tempo. Mas foi tudo meio no auê da loucura.

E na primeira feira eu já vendi um pouco mais da metade do que eu levei”, relembra. A primeira feira ocorreu em julho deste ano e já tem uma base de clientes. Maria Aparecida, sua avó, ajudou na primeira receita e ocasionalmente ainda vai checar a produção, mesmo tendo sido adaptada pela neta. Um dos fatores diferentes é a consistência, que na receita de Luana é mais líquida. Mas o que se destaca mesmo para a estudante é a ausência do sabor do álcool. Na receita vai conhaque com uma média de 10% de teor alcoólico, dando um gosto de leite condensado ao produto, que também inclui leite e açúcar.

Os licores são produzidos na cozinha de casa mesmo, mas Luana já estuda a possibilidade de abrir uma loja própria. Atualmente, seu plano mais próximo é a organização de kits para o natal. A garrafa de 500ml do licor Dona Vó custa R$60, a de 250ml é R$35 e a de 50ml é R$15. Elas podem ser encontradas nas feiras do Bosque e Lagoa Itatiaia, ou encomendadas pelo contato 67 9148-2888. Assista ao vídeo:

Fonte: Campo Grande News

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