Temporada de calor faz coco verde faltar em Campo Grande
Os termômetros bateram 34ºC duas vezes nesta semana, em Campo Grande, e faltou coco verde para quem queria um refresco. O motivo foi o esgotamento pontual no estoque de quem abastece os vendedores, confirmaram hoje (5) dois dos principais distribuidores da Capital. Lincoln Soares, da Aruba Coco, explica que a empresa distribui coco comprado diretamente de fornecedores da Bahia e do Espírito Santo.
Redação Diário Pantanal
05/11/2026, 13:45

Os termômetros bateram 34ºC duas vezes nesta semana, em Campo Grande, e faltou coco verde para quem queria um refresco. O motivo foi o esgotamento pontual no estoque de quem abastece os vendedores, confirmaram hoje (5) dois dos principais distribuidores da Capital. Lincoln Soares, da Aruba Coco, explica que a empresa distribui coco comprado diretamente de fornecedores da Bahia e do Espírito Santo. A produção dos coqueiros segue normal por lá. A demanda é que anda bastante alta.
“Esta semana já vendemos 30 mil cocos, de chegar o caminhão carregado e acabar na mesma hora”, conta Lincoln. A Aruba abastece praticamente toda a Capital e todos os municípios de Mato Grosso do Sul. Thiago Lima é o proprietário da Água Baiana. Com depósito localizado no Bairro Aero Rancho, ela é mais focada em atender Campo Grande. Hoje são em torno de 80 clientes no varejo. Ele também confirma que faltou fruta nos últimos dias. “Se fica muito quente, tem tanta procura que a gente fica sem.
Mas dentro de dois dias chega outro caminhão carregado e regulariza”, afirma. A Água Baiana vende ainda a água de coco envasada e com registro para comércios. Esse produto não sofreu impacto. A reportagem consultou a Ceasa/MS (Central de Abastecimento de Mato Grosso do Sul) sobre seus estoques, mas não recebeu resposta até a publicação da matéria. El Niño - Lincoln afirma que a Aruba pretende aumentar a compra dos fornecedores para atender a uma temporada de consumo fora do normal.
Ela está prevista entre novembro e janeiro, principalmente, devido à influência do El Niño nas temperaturas. A pecuarista Sandra Martins, 73, afirma que passou no último domingo (1º) no Parque Belmar Fidalgo e não encontrou fruta com os vendedores. "Sempre passo e compro. Esses dias fiquei sem. Nunca vi faltar", disse. Reginaldo Camargo Vieira vende coco no Belmar há mais de 20 anos. Ele afirmou que na terça-feira (3) faltou. "Vira e mexe acontece nesse calor", fala. O vendedor acredita que o frete encarece nessa época do ano, enquanto a demanda sobe, resultando num estoque menor.
"Alta temporada acontece. A maioria das cargas vai para o eixo Rio-São Paulo e encarece aqui para o Centro-Oeste", finaliza. Proprietário do quiosque Malolo, do Parque dos Poderes, Hudson Bonfim disse que o feriadão de Finados rendeu justamente pelo calor. Teve mais gente querendo comprar do que coco disponível. Ele acredita que a trégua nas chuvas, o calor e o descanso prolongado ajudaram. “Como estava chuvoso antes e no feriado o tempo abriu, teve um movimento acima do esperado.
Pessoal aproveitou o clima e foi pro Parque dos Poderes”, diz. Hudson pretende aumentar a compra das distribuidoras, mas nem tanto. Vai ficar de olho na previsão do tempo. "Estão dizendo que junto à onda de calor, pode vir mais um período longo de chuva", finaliza.
Fonte: Campo Grande News



