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TCE vistoria reparos no Los Angeles e vai testar massa asfáltica em laboratório

O TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) vistoriou os serviços de tapa-buracos na Rua Afonso Celso, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, nesta quarta-feira (4), e vai analisar em laboratório a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos. A amostra foi coletada na usina do Consórcio Central, também fiscalizada durante a manhã. No bairro, a equipe fez medições nos pontos prepara

Redação Diário Pantanal

04/11/2026, 12:15

TCE vistoria reparos no Los Angeles e vai testar massa asfáltica em laboratório

O TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) vistoriou os serviços de tapa-buracos na Rua Afonso Celso, no Jardim Los Angeles, em Campo Grande, nesta quarta-feira (4), e vai analisar em laboratório a qualidade da massa asfáltica utilizada nos reparos. A amostra foi coletada na usina do Consórcio Central, também fiscalizada durante a manhã. No bairro, a equipe fez medições nos pontos preparados para receber o asfalto. Até aquele momento, o material ainda não havia sido aplicado.

Por isso, não houve análise da massa no local. A reportagem também observou trabalhadores distribuídos pelas ruas Antônio Prado, Afonso Celso e Manoel Pereira de Souza, com cerca de sete pessoas em cada uma delas. Segundo a engenheira Claudeni Simone Alves Santana, responsável técnica do Laboratório de Obras Rodoviárias do Tribunal, a fiscalização acompanha tanto a produção do material quanto a execução dos reparos. “Na engenharia de pavimentação, não adianta ter um produto bom e uma execução malfeita ou ter uma boa execução e o produto não ser bom.” A avaliação inclui desde a fabricação da massa asfáltica até sua colocação nos buracos e a compactação.

Na Rua Afonso Celso, o corte do pavimento já havia sido feito. Conforme a engenheira, as etapas seguintes incluem limpeza, pintura de ligação, espera pela cura desse produto, distribuição da massa e compactação. A amostra recolhida na usina será encaminhada ao laboratório do Tribunal. Os técnicos vão separar o ligante asfáltico dos agregados, como pedras e areia, para verificar a proporção dos componentes utilizados na mistura. “Vamos pegar esse material pronto, separar o ligante do agregado e verificar o teor de asfalto e a quantidade de agregado separadamente”, afirmou Claudeni.

A engenheira disse que a usina é relativamente nova e apresenta boa produção, mas ressaltou que a avaliação visual precisa ser complementada pelos ensaios laboratoriais. “Para termos certeza disso, precisamos fazer esses ensaios em laboratório e verificar as quantidades e o tipo de material utilizado". Outro ponto acompanhado é a temperatura da massa durante o transporte e a aplicação. Conforme Claudeni, o material perde calor com o passar do tempo e precisa estar na temperatura adequada para a compactação.

“É o acompanhamento da temperatura da massa que está na caçamba. À medida que o tempo passa, ela vai perdendo temperatura. Existe uma temperatura ideal para fazer a compactação”, explicou a engenheira do TCE-MS. Conforme o Campo Grande News noticiou mais cedo, a fiscalização surpresa também identificou falhas no controle de pesagem dos caminhões na usina do Consórcio Central. O local não possui balança própria e utiliza o equipamento de uma empresa vizinha. Claudeni afirmou que a equipe vai verificar as providências para a aquisição do equipamento.

“O consórcio está usando a balança de outra empresa porque ainda não tem uma. Vamos verificar se eles vão fazer uma aquisição, se haverá um termo de referência, uma licitação, alguma coisa para adquirir a balança, porque ela tem que ficar na usina”, disse. Sobre possíveis penalidades, a engenheira explicou que uma definição depende da conclusão da auditoria. Os resultados dos ensaios serão reunidos em relatório técnico-laboratorial e encaminhados ao auditor responsável pelo relatório final.

A previsão informada por ela é de aproximadamente duas semanas para concluir o trabalho. Outro lado – A reportagem procurou a Prefeitura para saber se já conhecia as falhas na pesagem, como comprova as quantidades de massa entregues e aplicadas e quais documentos são exigidos para autorizar os pagamentos. Também questionou se o uso da balança vizinha está autorizado e se haverá revisão das medições e dos valores pagos. O espaço segue aberto para futuros posicionamentos da gestão.

Fonte: Campo Grande News

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