SUS terá mais 9 medicamentos de alta tecnologia para tratamento do câncer
O Ministério da Saúde inicia a oferta no SUS (Sistema Único de Saúde) de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia. Nesta primeira etapa, serão atendidos 20 centros de tratamentos em 17 Estados, mas ainda não inclui Mato Grosso do Sul. A previsão é que até o fim do ano a novidade alcance todo o território nacional, com 23 Estados e o DF (Distrito Federal). A lista tem medicamentos de alto c
Redação Diário Pantanal
31/10/2026, 11:15

O Ministério da Saúde inicia a oferta no SUS (Sistema Único de Saúde) de nove medicamentos oncológicos de alta tecnologia. Nesta primeira etapa, serão atendidos 20 centros de tratamentos em 17 Estados, mas ainda não inclui Mato Grosso do Sul. A previsão é que até o fim do ano a novidade alcance todo o território nacional, com 23 Estados e o DF (Distrito Federal). A lista tem medicamentos de alto custo, como o abemaciclibe, fármaco indicado para alguns tipos de câncer de mama, que pode custar R$ 366 mil na rede privada.
Com a oferta no SUS, o acesso será ampliado para todos os pacientes que precisam desse tratamento. Outro medicamento que passa a ser ofertado para uma nova indicação na rede pública é o pazopanibe, opção para pacientes com câncer renal metastático. Já o trastuzumabe, utilizado no SUS para o tratamento do câncer de mama, tem seu uso ampliado para pacientes com câncer de estômago. Os nove tratamentos atuam de formas diferentes, conforme o tipo de tumor, estágio da doença e perfil de cada paciente.
Os principais benefícios são aumento da sobrevida e melhor qualidade de vida. Há ainda indicações para depois da cirurgia, quando não há mais sinal visível de tumor, com o objetivo de evitar que a doença volte. Novos medicamentos: trastuzumabe — câncer de estômago ou junção esofagogástrica; abemaciclibe — câncer de mama precoce (RH+, Her2-, linfonodo +) ou avançado/metastático; acetato de lanreotida — tumores neuroendócrinos; pazopanibe — câncer de rim de células claras metastático; rituximabe — leucemia linfocítica crônica (1ª linha), linfoma folicular, linfoma difuso; abiraterona — câncer de próstata resistente à hormonioterapia não metastático e metastático e sensível à hormonioterapia e metastático gefitinibe — câncer de pulmão não pequenas células em primeira linha TSH recombinante (alfatirotropina) — câncer diferenciado de tireoide com indicação de iodo radioativo sunitinibe — câncer de rim de células claras metastático e GIST avançado ou metastático após falha ao imatinibe Repercussão – O oncologista André Henares afirma que é um avanço, porém a indústria farmacêutica já dispõe de medicamentos mais modernos.
“Muito melhor do que o disponível até então, mas ainda inferior ao que a ‘ciência tem de melhor’”, avalia o especialista. O médico destaca a oferta pelo SUS do abemaciclibe, utilizado no tratamento do câncer de mama. "A incorporação do abemaciclibe realmente merece ser comemorada". Titular da SES (Secretaria Estadual de Saúde), Maurício Simões afirma que os medicamentos eram bastante esperados. “Pois são de alto custo, o que impacta diretamente no custeio da assistência oncológica estadual”.
“Certamente é um grande avanço . Uma sinalização muito positiva. No entanto, medicamentos da linha oncológica estão em constante atualização. Os estudos da indústria são intensos na área. Há necessidade de se atualizar constantemente”, diz o presidente do SinMed/MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), Marcelo Santana Silveira. As unidades de saúde que participam desta etapa de implementação estão em 17 Estados: SP, PR, BA, CE, PE, PI, PA, AM, RJ, PB, DF, MG, GO, RO, RS, TO, SE.
Os nove novos medicamentos são para 13 indicações diferentes para tratamento de câncer, com previsão de beneficiar mais de 116 mil pessoas.
Fonte: Campo Grande News


