Soraya e Fábio Trad terão espaço no governo Lula, afirma Vander Loubet
O candidato a governador Fábio Trad (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB), ambos derrotados nas urnas, deverão ter espaço no novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A afirmação é do presidente estadual do PT, deputado federal Vander Loubet, que destacou a participação dos dois políticos na campanha pela reeleição de Lula nos dois turnos. Vander, que também não conseguiu se el
Redação Diário Pantanal
26/10/2026, 12:45

O candidato a governador Fábio Trad (PT) e a senadora Soraya Thronicke (PSB), ambos derrotados nas urnas, deverão ter espaço no novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A afirmação é do presidente estadual do PT, deputado federal Vander Loubet, que destacou a participação dos dois políticos na campanha pela reeleição de Lula nos dois turnos. Vander, que também não conseguiu se eleger na disputa pelo Senado, deverá participar das discussões sobre o preenchimento de 28 cargos de comando em órgãos federais de Mato Grosso do Sul, como a SPU (Superintendência do Patrimônio da União) e o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes).
Segundo o deputado, as negociações ainda não começaram, mas os nomes que participaram da campanha presidencial deverão ser considerados na distribuição dos postos. “Esses cargos estaduais vão passar pelo PT. Isso eu posso te garantir, haverá discussão e debate.” O presidente estadual do partido destacou que Fábio e Soraya contribuíram para a campanha de Lula em Mato Grosso do Sul e, por isso, merecem participar do novo governo. “Esses companheiros são merecedores, eu não tenho dúvida.
Eles vão ocupar espaço. Posso garantir que vão ocupar espaço. São pessoas que contribuíram muito na chapa majoritária, no palanque do Lula aqui no Estado.” Quanto ao próprio futuro político, Vander afirmou que pretende se dedicar à presidência estadual do PT e à articulação do partido no próximo governo. “Eu quero continuar como presidente do PT. Quero coordenar essas ações, disso eu não vou abrir mão como presidente do PT.” A intenção de concentrar esforços na direção partidária, segundo ele, foi um dos fatores que pesaram na decisão de não disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, onde exerceu seis mandatos.
Resultado das urnas – Vander também avaliou a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno. Para o deputado, o resultado foi claro e não deixou margem para questionamentos, embora o candidato derrotado tenha contestado o processo eleitoral. “Acho que foi uma vitória inequívoca e indiscutível. Não deixou nem margem para eles. O Flávio é o único que tentou destoar, não reconhecer, mas nós já esperávamos isso.” Na avaliação do petista, Flávio ficou isolado diante do reconhecimento do resultado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e por diferentes setores da sociedade.
Vander considera que a diferença superior a 4 milhões de votos entre os candidatos também contribuiu para afastar questionamentos sobre a eleição. Ao analisar a campanha, o deputado afirmou que Lula já demonstrava força no primeiro turno, principalmente pela mobilização dos apoiadores nas ruas. “Eu acho que nós tínhamos, já no primeiro turno, o melhor candidato, indiscutivelmente, e também fizemos as maiores mobilizações de rua no Brasil todo.” Apesar disso, reconheceu que a campanha teve dificuldades na comunicação pelas redes sociais durante a primeira etapa da disputa.
Segundo ele, o desempenho melhorou no segundo turno, principalmente com a atuação do deputado federal André Janones (Rede). Janones mobilizou apoiadores por meio do WhatsApp e criou o chamado Exército do Lula, iniciativa que, segundo Vander, alcançou mais de 10 milhões de brasileiros. “Ali a gente sentia. Isso refletiu na reta final do segundo turno aqui no Estado.” Em Mato Grosso do Sul, Lula recebeu 112.118 votos a mais no segundo turno em comparação com o primeiro. O resultado, segundo o dirigente petista, demonstrou o efeito das mobilizações realizadas em Campo Grande e no interior.
“Nós atingimos nossa meta, que era dar ao Lula, contribuir nacionalmente com os 40%. Tivemos 40,5% no segundo turno.” Desafios do governo – Para Vander, a principal tarefa de Lula no novo mandato será ampliar o diálogo com os diferentes setores da sociedade, especialmente diante da polarização que marcou a disputa presidencial. “Eu vejo que, no Brasil todo, a eleição do Lula salvou a nossa democracia, o Estado Democrático de Direito. Acho que agora o desafio é construir um governo que tenha a capacidade, encerradas as eleições, de dialogar com todos.” O deputado avalia que a mobilização dos eleitores durante a campanha poderá ajudar a fortalecer o governo e servir de ponte para o diálogo com a sociedade.
Esse apoio também poderá ter importância em eventuais embates com o Congresso Nacional, onde partidos de direita têm forte presença. Vander acredita, no entanto, que a experiência política de Lula permitirá a formação de uma base parlamentar capaz de garantir a aprovação das propostas do governo, mesmo em um cenário de tensão. “Mas ele é hábil, não vai deixar de construir uma maioria no Congresso também, para ter tranquilidade para governar. Vai ser um governo de bastante tensão, mas, com habilidade, eu acho que ele tem essa capacidade.
Ele está legitimado, ele sabe, é um negociador”, diz sobre o presidente.
Fonte: Campo Grande News

