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Sem treinamento específico, escolas recorrem ao 153 em caso de invasão

A invasão da Escola Municipal Vanderlei Rosa de Oliveira por um homem armado com uma faca, na quarta-feira (4), em Campo Grande, colocou em evidência os protocolos de segurança adotados pelas redes de ensino para situações de risco. Na Capital, as escolas municipais contam com atendimento da GCM (Guarda Civil Metropolitana), acionada pela direção escolar por meio de um telefone específico das equi

Redação Diário Pantanal

05/11/2026, 12:45

Sem treinamento específico, escolas recorrem ao 153 em caso de invasão

A invasão da Escola Municipal Vanderlei Rosa de Oliveira por um homem armado com uma faca, na quarta-feira (4), em Campo Grande, colocou em evidência os protocolos de segurança adotados pelas redes de ensino para situações de risco. Na Capital, as escolas municipais contam com atendimento da GCM (Guarda Civil Metropolitana), acionada pela direção escolar por meio de um telefone específico das equipes responsáveis por cada região, no caso o 153. O caso ocorreu numa escola na Rua Barão de Grajaú, no Parque Novos Estados.

Conforme apurado pelo Campo Grande News no local, um homem, pai de aluno, aparentemente em surto, entrou na unidade, pegou uma faca de cozinha e se trancou em uma das salas. A ocorrência mobilizou equipes do Batalhão de Choque da Polícia Militar e da GCM. Nesta quinta-feira (5), não houve aula na escola devido à realização de uma reunião pedagógica com os professores. A Semed (Secretaria Municipal de Educação) informou que mantém parceria com a Guarda Civil Metropolitana para atender as unidades da Reme (Rede Municipal de Ensino).

Além das rondas escolares, a corporação possui postos estratégicos para permitir o atendimento rápido em situações de emergência . “Em casos de invasão ou outras ocorrências que ofereçam risco à segurança da comunidade escolar, o primeiro procedimento é o acionamento imediato da GCM pela direção da unidade, por meio de um telefone específico das guarnições responsáveis pelo atendimento à região. A prioridade é preservar a integridade das pessoas e restabelecer a ordem no ambiente escolar”, disse em parte da nota.

Após o acionamento, a direção também comunica a Semed. A Sugenor (Superintendência de Gestão Escolar e Normas) mobiliza técnicos responsáveis pelo acompanhamento da unidade, presta suporte à equipe escolar e articula as providências necessárias. A direção ainda deve registrar boletim de ocorrência para que os órgãos de segurança adotem as medidas pertinentes. No caso da Escola Municipal Vanderlei Rosa de Oliveira, segundo a secretaria, os procedimentos foram cumpridos conforme o protocolo.

A direção acionou a GCM, que chegou enquanto o homem ainda estava na unidade, realizou a abordagem e o encaminhou à delegacia. A Semed foi comunicada e a Sugenor acompanhou a situação em contato com a equipe escolar e o comando da Guarda. A diretora também compareceu à delegacia para registrar o boletim de ocorrência. “A Secretaria destaca que a ocorrência aconteceu no horário de almoço, quando não havia alunos na unidade. Não houve feridos nem danos ao patrimônio público. Diante da rápida atuação da direção escolar e da GCM, bem como do acompanhamento realizado pela Semed, a Secretaria avalia que o protocolo de segurança foi executado conforme previsto, permitindo o atendimento da ocorrência e o restabelecimento da ordem sem vítimas”, finalizou.

Rede estadual - A SED (Secretaria Estadual de Educação) mantém, desde abril de 2023, programa de prevenção a ataques nas escolas. Segundo o secretário estadual de Educação, Hélio Daher, a estrutura foi criada após uma onda de ameaças registradas naquele período e inclui um núcleo de inteligência e um centro de monitoramento. Entre as medidas adotadas estão travas eletrônicas nas entradas, câmeras de segurança e monitoramento 24 horas. Conforme o secretário, o acesso aos espaços frequentados pelos estudantes depende de identificação, e todas as escolas estaduais contam com câmeras nas entradas.

"Primeiro, as travas eletrônicas nas escolas, a pessoa não consegue acessar o espaço do estudante sem se identificar. Tem uma trava, obrigatoriamente a pessoa precisa se identificar. Na rede estadual, todas as escolas tem câmeras nas entradas, monitoradas 24 horas por dia, com o núcleo de inteligência da Polícia Militar funcionando no nosso Centro. Os protocolos que exigem identificação, embarreiramento das pessoas para que elas não tenham acesso aos estudantes”, pontuou. Daher também afirmou que as unidades contam com porteiros e que o trabalho preventivo envolve o acompanhamento de ameaças divulgadas em redes sociais e aplicativos de mensagens.

A secretaria mantém parcerias com órgãos de inteligência e segurança para identificar possíveis riscos antes que se concretizem. "Infelizmente, a escola começou a virar alvo, não era. A gente percebe que ameaças tem muitas, corre em grupos de WhatsApp, a gente consegue porque existe monitoramento hoje dos estudantes nas mídias sociais, a gente tem uma parceria com a Abin [Agência Brasileira de Inteligência], com a Polícia Federal, então, a gente tem um trabalho de prevenção", completou.

Ataques - Mato Grosso do Sul enfrentou uma onda de ameaças e episódios de violência em escolas ao longo de 2023. Na época, mensagens sobre possíveis massacres circularam em grupos de WhatsApp e redes sociais, provocando medo entre alunos, pais e profissionais da educação. Estudantes também foram flagrados com facas, canivetes e até martelo nas mochilas. Em um dos casos, uma lista com alvos de um suposto atentado foi encontrada com um aluno de uma escola particular. Segundo levantamento divulgado à época, entre janeiro e junho de 2023, o Estado registrou 259 ameaças em instituições de ensino públicas e privadas.

Fonte: Campo Grande News

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