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Segundo servidor é afastado após áudio com ameaça de envenenar água de indígenas em MS

Lideranças indígenas denunciam ameaça de envenenamento de água em aldeia de MS A Prefeitura de Tacuru, em Mato Grosso do Sul, afastou um segundo servidor, nesta sexta-feira (30), suspeito de envolvimento em ameaças contra indígenas Guarani-Kaiowá da Aldeia Sassoró. O caso veio à tona após a divulgação de um áudio com ameaças à comunidade. O primeiro servidor foi afastado na quarta-feira (28), após

Redação Diário Pantanal

30/10/2026, 17:15

Segundo servidor é afastado após áudio com ameaça de envenenar água de indígenas em MS


Lideranças indígenas denunciam ameaça de envenenamento de água em aldeia de MS A Prefeitura de Tacuru, em Mato Grosso do Sul, afastou um segundo servidor, nesta sexta-feira (30), suspeito de envolvimento em ameaças contra indígenas Guarani-Kaiowá da Aldeia Sassoró. O caso veio à tona após a divulgação de um áudio com ameaças à comunidade. O primeiro servidor foi afastado na quarta-feira (28), após denúncias de lideranças indígenas. Os dois servidores são investigados pela Polícia Federal (PF) e respondem a um processo administrativo disciplinar (PAD).

O prefeito Rogério Torquetti (PSDB) confirmou o segundo afastamento e afirmou que nenhum deles trabalha diretamente no abastecimento de água da aldeia. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Um dos áudios denunciados menciona a possibilidade de envenenar a água consumida pelos moradores da Aldeia Sassoró. Também há relatos de mortes, atropelamentos e ameaças contra indígenas em outras cidades de Mato Grosso do Sul. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) e a Polícia Federal não confirmaram as mortes denunciadas como casos de violência política.

Os nomes dos servidores afastados não foram divulgados. Entrada da cidade de Tacuru, em MS. Reprodução Lula determina visita de comitiva ministerial após ameaças O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou o envio de três ministros a Mato Grosso do Sul para acompanhar as denúncias de ameaças contra indígenas. A decisão foi anunciada pelo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, em entrevista ao g1. Segundo Terena, Lula telefonou nesta sexta-feira (30) para saber quais medidas haviam sido tomadas após as denúncias.

O ministro informou ao presidente sobre a criação de uma força-tarefa, o envio da Força Nacional e a abertura de investigações. Além de Eloy Terena, a comitiva terá a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, e o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva. Segundo Terena, os ministros devem chegar a Dourados no início da noite desta sexta-feira (30). No sábado (31), a comitiva deve visitar as aldeias Taquapiri, em Coronel Sapucaia, e Sassoró, em Tacuru.

Ministros Eloy Terena, Janine Mello e Wellington César Lima e Silva seguem para MS após ameaças a indígenas Reprodução Força Nacional e investigação A visita ocorre após denúncias de ameaças contra indígenas em Mato Grosso do Sul. O governo federal anunciou medidas para reforçar a segurança nas comunidades, incluindo o envio da Força Nacional e a abertura de inquéritos para investigar os casos. A Força Nacional de Segurança Pública começou a patrulhar três comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul.

Segundo Eloy Terena, as equipes atuam nas comunidades Sassoró, em Tacuru, Taquapery e Limão Verde. O patrulhamento faz parte de uma força-tarefa do governo federal para investigar as denúncias e reforçar a segurança dos indígenas. Lideranças cobram responsabilização O cacique Ivan Montiel, líder da Aldeia Sassoró e vereador de Tacuru, condenou as ameaças. Segundo ele, a comunidade pretende buscar a responsabilização dos envolvidos na Justiça. O cacique também defendeu o direito dos indígenas de escolher seus candidatos nas eleições sem sofrer ameaças ou discriminação por suas posições políticas.

Após as denúncias, o prefeito Rogério Torquetti publicou um vídeo nas redes sociais ao lado de uma moradora da Aldeia Sassoró. Na gravação, ele pediu desculpas pelas ameaças e afirmou que as falas ocorreram em um momento de euforia após as eleições. Após ameaça de veneno na água, Força Nacional patrulha aldeias de MS Ministério dos Povos Indígenas Outras denúncias de violência em MS Além do caso de Tacuru, a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) denunciou outros episódios de violência contra indígenas em Mato Grosso do Sul após as eleições.

Entre os casos denunciados estão mortes em Naviraí, atropelamentos em Coronel Sapucaia, ameaças de morte e manifestações racistas. A entidade também relatou suspeitas de envenenamento da água em comunidades indígenas de Tacuru e Nioaque. A Apib encaminhou as denúncias ao Ministério Público Federal (MPF), à Polícia Federal e a órgãos do governo federal. A entidade pediu a investigação dos casos e medidas para proteger as comunidades. A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp-MS) negou que haja genocídio contra povos indígenas no estado.

Em nota, informou que as forças de segurança atuam quando acionadas para prevenir conflitos e garantir a segurança das pessoas envolvidas. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul

Fonte: g1 Mato Grosso do Sul

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