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Ré por execução de servidor é presa por matar rapaz e deixar outro ferido

Lucimar Luiz de Souza, conhecida como Pinduca, foi presa em flagrante por dupla tentativa de homicídio. O caso aconteceu na manhã de sábado (24), em Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande. As vítimas, Junho Alves Fernandes, de 28 anos, e Renan Willian de Souza Vieira, de 26, foram atingidas na região do rosto e socorridas em estado gravíssimo. Ela já era ré pela execução de um servidor público

Redação Diário Pantanal

27/10/2026, 08:00

Ré por execução de servidor é presa por matar rapaz e deixar outro ferido

Lucimar Luiz de Souza, conhecida como Pinduca, foi presa em flagrante por dupla tentativa de homicídio. O caso aconteceu na manhã de sábado (24), em Naviraí, a 359 quilômetros de Campo Grande. As vítimas, Junho Alves Fernandes, de 28 anos, e Renan Willian de Souza Vieira, de 26, foram atingidas na região do rosto e socorridas em estado gravíssimo. Ela já era ré pela execução de um servidor público em 2023. Conforme o auto de prisão em flagrante, a ocorrência foi registrada por volta das 8h30, em uma residência na Rua Benigno Pinheiro Cavalcante, no Jardim Paraíso.

Uma testemunha contou à polícia que estava dormindo quando Lucimar invadiu a casa aos gritos dizendo que mataria alguém. A mulher deu tiros contra o chão, a parede da cozinha e o portão do imóvel. As vítimas então tentaram fechar a residência quando Lucimar efetuou novos disparos que atingiram Junho e Renan. Em seguida, ela fugiu em um Chevrolet Corsa verde. Os dois rapazes foram socorridos em estado gravíssimo. Segundo a testemunha, o crime aconteceu após um desentendimento anterior entre Lucimar e a família.

Na véspera, ela teria discutido com a mãe de um dos envolvidos em um bar de sua propriedade por levar o marido da mulher a um local que ela não aprovou, com isso, houve a briga e na manhã do crime, teria ido à residência tirar satisfação. Após buscas, policiais localizaram Lucimar por volta das 15h30, em uma casa no bairro Sol Nascente. Segundo o registro policial, ela teria admitido informalmente os disparos. A arma, descrita como um revólver calibre .38, não foi encontrada.

A suspeita disse que a havia descartado às margens de um córrego na Avenida Amambai. O caso foi registrado na delegacia da cidade. Horas depois, equipes policiais receberam denúncia anônima e encontraram Lucimar escondida em uma casa no Bairro Sol Nascente. Eles foram ao local e a esposa da suspeita autorizou a entrada. Informalmente, a mulher teria confessado o crime e afirmou ter jogado a arma na beira de um córrego. A equipe se deslocou até o local indicado na Avenida Amambai, mas nada foi encontrado.

Em interrogatório formal à delegada Sayara Alessandra Pagno, Lucimar permaneceu em silêncio. A mulher teve o flagrante formalizado e em audiência de custódia a prisão foi convertida em preventiva. Na noite de segunda-feira (26), Junho não resistiu aos ferimentos e morreu no Hospital da Vida, em Dourados. Execução de servidor - Lucimar já respondia pela morte do servidor municipal Fábio Messias de Oliveira, 40 anos, assassinado a tiros na madrugada de 6 de março de 2023, em Naviraí.

O crime ocorreu no pátio do Núcleo de Limpeza e Serviços Urbanos, na região central da cidade. A vítima era filho do ex-vereador Benedito Messias, o "Dito". Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), a vítima e Lucimar haviam se desentendido quatro dias antes, durante uma discussão entre ela e a então ex-namorada. Na ocasião, Fábio teria intervindo no conflito e levantado um facão em direção a Lucimar. Na madrugada do homicídio, Fábio circulava de bicicleta quando foi perseguido por Lucimar, que estaria em uma motoneta Honda Biz.

Após uma discussão, ela teria atirado contra ele. Ferido, o homem correu para dentro do pátio do órgão público, mas foi perseguido e atingido por novos disparos. A denúncia relata que a mulher efetuou vários tiros e fugiu do local. Fábio morreu em decorrência dos ferimentos. De acordo com o Ministério Público, Lucimar compareceu à delegacia no dia seguinte ao crime, confessou a autoria e apresentou a arma utilizada. O processo tramita na 1ª Vara Criminal de Naviraí e é de competência do Tribunal do Júri.

Em decisão de 15 de outubro deste ano, o juiz determinou que a defesa adequasse a lista de testemunhas antes da preparação do julgamento. Até a última movimentação disponível no documento consultado, não havia registro da realização do júri.

Fonte: Campo Grande News

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