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Rajadas de vento que devastaram cidade chegaram a 109 km/h, aponta Inmet

As rajadas de vento que provocaram estragos em Santa Rita do Pardo, na madrugada de segunda-feira (2), chegaram a 109,08 km/h, conforme dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O temporal destelhou casas, derrubou árvores, danificou a rede elétrica e levou a prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. Em Ponta Porã, onde os ventos alcançaram 69 km/h no mesmo dia, a força

Redação Diário Pantanal

03/11/2026, 17:15

Rajadas de vento que devastaram cidade chegaram a 109 km/h, aponta Inmet

As rajadas de vento que provocaram estragos em Santa Rita do Pardo, na madrugada de segunda-feira (2), chegaram a 109,08 km/h, conforme dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia). O temporal destelhou casas, derrubou árvores, danificou a rede elétrica e levou a prefeitura a decretar situação de emergência por 180 dias. Em Ponta Porã, onde os ventos alcançaram 69 km/h no mesmo dia, a força da ventania chegou a derrubar parte de uma torre de rádio. Em Santa Rita do Pardo, a 242 quilômetros de Campo Grande, o Inmet registrou a rajada mais forte por volta das 2h de segunda-feira.

Uma hora depois, os ventos ainda atingiam 85,68 km/h. A estação meteorológica também contabilizou 20,2 milímetros de chuva durante a passagem do temporal. Segundo o decreto municipal, o vendaval atingiu áreas urbanas e rurais por volta das 4h e durou aproximadamente dez minutos. Apesar do curto período, provocou danos em residências, estabelecimentos comerciais e equipamentos públicos. A força do vento arrancou telhados, danificou móveis e eletrodomésticos e destruiu a estrutura de um ponto de ônibus.

Cerca de oito eucaliptos caíram e bloquearam o acesso ao Cemitério Municipal durante o feriado de Finados. Árvores também atingiram veículos, enquanto postes e cabos elétricos foram danificados. Na zona rural, moradores tiveram prejuízos em varandas, abrigos de animais e outras estruturas. O fornecimento de energia elétrica e os serviços de telefonia e internet também foram afetados. Na manhã de segunda-feira, levantamento da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) apontava 475 unidades consumidoras sem eletricidade, o equivalente a 14,31% das ligações da cidade naquele momento.

Diante dos estragos, o prefeito Lúcio Costa (PSDB) decretou situação de emergência por 180 dias. A medida permite mobilizar equipes, contratar serviços emergenciais e promover campanhas de arrecadação para atender as famílias afetadas. Torre de rádio derrubada – Em Ponta Porã, a cerca de 315 quilômetros de Campo Grande, rajadas de vento de 69 km/h também provocaram estragos na tarde de segunda-feira. Parte da torre de uma emissora de rádio, localizada na Rua Capitão Pedro Ribeiro, no Residencial 2, entortou e caiu sobre a via pública.

O gerente da rádio, Fabrício de Souza, confirmou que a estrutura cedeu durante a ventania. Ninguém ficou ferido, mas a rua precisou ser interditada. A Energisa foi acionada para verificar possíveis riscos à rede elétrica. A tempestade também atingiu Pedro Juan Caballero, no Paraguai, cidade vizinha a Ponta Porã, onde houve destelhamento de casas, queda de árvores e rompimento de fios elétricos. Em Capitán Bado, também no território paraguaio, foram registrados danos em telhados, postes e árvores.

Em Jardim, a chuva acompanhada de ventos fortes derrubou uma árvore de grande porte na Rua Ágata, na tarde de segunda-feira. O tronco bloqueou a passagem de veículos e precisou ser retirado pelo Corpo de Bombeiros. A previsão do Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima) indica que Mato Grosso do Sul continuará sujeito a tempestades nos próximos dias. Entre a tarde de quarta-feira e quinta-feira, a passagem de uma frente fria deve aumentar as instabilidades, especialmente nas regiões sul, sudeste, leste, nordeste e central.

Fonte: Campo Grande News

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