Preso que fugiu após explosão de portão de presídio na PB vem para Campo Grande
Antônio Arcênio de Andrade Neto, de 33 anos - conhecido como “De Menor” e que chegou a ser apontado como um dos criminosos mais procurados da Paraíba antes de sua captura em 2021 - foi transferido da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a unidade do sistema prisional de Campo Grande. O preso chegou nesta quarta-feira (28) ao Aeroporto Internacional Ueze Elias Zahran, sob escolta de
Redação Diário Pantanal
29/10/2026, 09:30

Antônio Arcênio de Andrade Neto, de 33 anos - conhecido como “De Menor” e que chegou a ser apontado como um dos criminosos mais procurados da Paraíba antes de sua captura em 2021 - foi transferido da Penitenciária Federal de Catanduvas, no Paraná, para a unidade do sistema prisional de Campo Grande. O preso chegou nesta quarta-feira (28) ao Aeroporto Internacional Ueze Elias Zahran, sob escolta de agentes do sistema penitenciário federal. Imagem obtida pelo Campo Grande News mostra o desembarque na pista do aeroporto.
De camiseta branca, calça azul e tênis, “De Menor” aparece acompanhado por dois policiais penais, sob vigilância de agentes fardados. Quem é? - Antônio Arcênio acumula condenações que somam quase 50 anos de prisão, por crimes como latrocínio, tentativa de latrocínio e participação em organização criminosa. Ele ganhou notoriedade por integrar o grupo de 92 detentos que fugiram da Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1, em João Pessoa (PB), em setembro de 2018.
Na ocasião, criminosos explodiram o portão da unidade para permitir a fuga em massa. A Polícia Federal capturou Antônio em 27 de junho de 2021, na região de Campinas (SP), durante uma operação para localizar foragidos da Justiça. Na época, ele vivia em uma residência de alto padrão e era investigado por envolvimento em crimes graves, incluindo roubos a carros-fortes. Segundo informações divulgadas na ocasião da prisão, Antônio Arcênio também tinha ligação com Romário Gomes Silveira, conhecido como “Romarinho”, outro integrante do grupo que escapou da penitenciária paraibana em 2018.
Segundo as investigações da Polícia Federal, o preso é indicado como liderança de um grupo envolvido no tráfico de drogas e na lavagem de dinheiro, com atuação na Paraíba e em outros estados. Documentos judiciais identificaram diferentes núcleos da organização criminosa e atribuíram a ele o comando de um deles. Esse tipo de operação é feito de forma sigilosa e não foram divulgadas informações sobre o motivo da transferência. Rodízios entre as unidades federais são comuns envolvendo presos considerados muito perigosos.
Fonte: Campo Grande News



