Operação mira policiais penais acusados de facilitar entrada de droga na PED
Policiais penais investigados por suspeita de facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais proibidos na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) estão entre os alvos da Operação Colete de Troia, deflagrada nesta quarta-feira (21) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O esquema teria a participação de presos e pessoas de fora da unidade. Ao todo, fo
Redação Diário Pantanal
21/10/2026, 09:45

Policiais penais investigados por suspeita de facilitar a entrada de drogas, celulares e outros materiais proibidos na PED (Penitenciária Estadual de Dourados) estão entre os alvos da Operação Colete de Troia, deflagrada nesta quarta-feira (21) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado). O esquema teria a participação de presos e pessoas de fora da unidade. Ao todo, foram expedidos 10 mandados de busca e apreensão para cumprimento em Mato Grosso do Sul e no Paraná.
As buscas ocorrem em Dourados, Ivinhema, Rio Brilhante e Paranavaí (PR). As buscas ocorreram inclusive na penitenciária de Dourados. A investigação aponta que servidores da penitenciária teriam utilizado o acesso privilegiado proporcionado pelos cargos para permitir ou facilitar a entrada dos produtos, posteriormente distribuídos, vendidos ou consumidos dentro do presídio. O esquema também teria utilizado drones para transportar materiais proibidos até a unidade prisional.
Conforme a investigação, a atuação dos policiais penais ocorria em conjunto com detentos e outras pessoas envolvidas no fornecimento dos produtos. As investigações começaram em meados de 2024 e identificaram indícios de uma organização criminosa que se aproveitava da estrutura de segurança da própria penitenciária para abastecer o comércio ilegal dentro da unidade. Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), os policiais penais investigados teriam agido de forma contrária às obrigações dos cargos, utilizando a confiança e as atribuições profissionais para favorecer a circulação de materiais proibidos.
A suspeita é de que o grupo não apenas permitia a entrada dos produtos, mas também participava da logística para que chegassem aos presos. A investigação abrange drogas, aparelhos celulares e outros objetos cuja entrada é proibida no estabelecimento penal. Entre os locais onde os mandados foram cumpridos está a residência de uma advogada. A diligência foi acompanhada por um representante da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Mato Grosso do Sul). O Ministério Público não informou quantos policiais penais são investigados, quais funções exerciam na penitenciária ou se houve prisões durante a operação.
Também não foram detalhados os materiais apreendidos nas buscas, mas entre as fotos distribuídas estão imagens de valores em espécie. Operação O nome Colete de Troia faz referência à história do Cavalo de Troia, da mitologia grega, em que soldados conseguiram entrar em uma cidade inimiga escondidos em uma estrutura de madeira. Na investigação, a referência está relacionada à suspeita de que servidores encarregados de impedir a entrada de produtos proibidos tenham utilizado justamente essa posição para facilitar a atuação do crime organizado dentro da penitenciária.
A operação conta com a participação do Batalhão de Choque da PM (Polícia Militar), do Cope (Comando de Operações Penitenciárias), da Gerência de Inteligência Penitenciária e da Corregedoria da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). O Gaeco do Paraná também presta apoio às diligências naquele estado.
Fonte: Campo Grande News


