Onda de furtos de fios deixa comerciantes inseguros no Centro
A onda de furtos de fios elétricos na região central de Campo Grande tem tirado o sossego de lojistas e gerado um forte sentimento de insegurança. Comércios localizados nas proximidades da Avenida Calógeras e Rua Dom Aquino têm sido alvos constantes de invasões noturnas, resultando em prejuízos financeiros e danos estruturais. Segundo os lojistas da região - entre eles proprietários de papelarias
Redação Diário Pantanal
30/10/2026, 08:30

A onda de furtos de fios elétricos na região central de Campo Grande tem tirado o sossego de lojistas e gerado um forte sentimento de insegurança. Comércios localizados nas proximidades da Avenida Calógeras e Rua Dom Aquino têm sido alvos constantes de invasões noturnas, resultando em prejuízos financeiros e danos estruturais. Segundo os lojistas da região - entre eles proprietários de papelarias e lojas de bolsas e acessórios -, os crimes têm ocorrido de forma sucessiva. "Começou domingo.
Foi um dia atrás do outro: domingo, segunda e hoje, às quatro horas da manhã, o cara estava lá enchendo os fios", relatou um dos comerciantes afetados que preferiu não se identificar. Os criminosos costumam agir de madrugada, utilizando os telhados e o forro dos estabelecimentos para ter acesso aos prédios, mesmo com a instalação de cercas elétricas e barreiras de proteção. Um corredor localizado entre os comércios, que dá acesso a um terreno baldio, tem servido como ponto de apoio para os suspeitos esconderem e acumularem o material furtado antes do transporte.
Na madrugada desta sexta-feira, a PM (Polícia Militar) foi acionada e conseguiu prender o suspeito em flagrante. No entanto, os comerciantes apontam a impunidade e a facilidade com que os criminosos retornam às ruas como um dos fatores mais desanimadores. Por receio de represálias, grande parte dos lojistas prefere manter o anonimato ao denunciar a situação. O papel dos receptadores - Para empresário que tem o comércio no Centro há 35 anos, o problema vai muito além dos furtos pontuais.
Ele aponta que a receptação ilegal é o principal motor dessa prática criminosa. "Se não tem quem compra, não tem quem rouba. Mas os receptadores são os piores de tudo", desabafa o lojista, apontando que existem pontos conhecidos na região do antigo trilho ferroviário e próximo à Rua Aquidauana onde o material é comercializado ilegalmente, muitas vezes associado ao consumo de drogas. Embora reconheçam o atendimento prestado pela Polícia Militar quando acionada, os empresários cobram uma atuação mais preventiva e ostensiva, especialmente durante a noite.
Eles pedem que os órgãos competentes voltem os olhos com mais rigor para o centro da cidade, combatendo tanto os furtos contínuos quanto os receptadores que alimentam o ciclo da criminalidade na Capital. “A gente fica a mercê dos criminosos. A Polícia Militar dá um suporte, mas falta interesse para resolver o assunto definitivamente”, finalizou.
Fonte: Campo Grande News



