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Ocupação hoteleira chega a 59% em setembro após alta por 3 meses em Campo Grande

A ocupação hoteleira de Campo Grande cresceu pelo terceiro mês consecutivo e chegou a 59% em setembro de 2026, após registrar 55,53% em julho e 57,79% em agosto. Os dados são do Observatório de Turismo da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável) e indicam avanço gradual na procura por hospedagem na Capital durante o terceir

Redação Diário Pantanal

23/10/2026, 17:15

Ocupação hoteleira chega a 59% em setembro após alta por 3 meses em Campo Grande

A ocupação hoteleira de Campo Grande cresceu pelo terceiro mês consecutivo e chegou a 59% em setembro de 2026, após registrar 55,53% em julho e 57,79% em agosto. Os dados são do Observatório de Turismo da Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável) e indicam avanço gradual na procura por hospedagem na Capital durante o terceiro trimestre do ano. O levantamento relaciona a movimentação hoteleira a eventos realizados no período, que atraíram milhares de participantes.

Entre as programações estão a Marcha para Jesus, em 26 de agosto, o Imersão Sem Limites – Método EVO, entre os dias 4 e 6 de setembro, e o Maximize Summit, realizado em 24 e 25 de setembro. Segundo o boletim trimestral Dinâmica da Ocupação Hoteleira em Função de Eventos Urbanos em Campo Grande/MS, a Marcha para Jesus reuniu público estimado em 40 mil pessoas. O Imersão Sem Limites teve aproximadamente mil participantes presenciais, enquanto o Maximize Summit contou com cerca de 2 mil participantes.

Os números de público são estimativas referenciais e podem apresentar diferenças em relação à quantidade real de participantes. Ainda assim, os eventos ajudam a dimensionar o potencial de atração de visitantes e a demanda por serviços ligados ao turismo, como hospedagem, alimentação e comércio. A ocupação hoteleira avançou 3,47 pontos percentuais entre julho e setembro. Em relação a agosto, o aumento foi de 1,21 ponto percentual. O indicador, acompanhado mensalmente pelo Observatório de Turismo, permite observar a evolução da demanda por hospedagem ao longo do período.

Turistas permanecem cinco dias ou mais - Além da ocupação dos hotéis, a pesquisa identificou que 36,48% dos turistas permanecem cinco dias ou mais em Campo Grande. O percentual é o maior entre as faixas de permanência analisadas e aponta espaço para ampliar a oferta de atividades e roteiros turísticos destinados aos visitantes. Outros 22,10% ficam apenas um dia na cidade, enquanto 19,53% permanecem por dois dias. Já 13,52% dos turistas ficam três dias e 8,37%, quatro dias.

Os dados mostram que 41,63% dos visitantes permanecem de um a dois dias na Capital. Ao mesmo tempo, a parcela que fica cinco dias ou mais representa mais de um terço do público entrevistado, o que reforça a importância de diversificar as opções de lazer, cultura e visitação para estimular a circulação dos turistas por diferentes pontos da cidade. A pesquisa de demanda turística foi realizada entre 16 e 25 de setembro de 2026, em três locais: Bioparque Pantanal, Mercadão Municipal e Parque das Nações Indígenas.

Os resultados ajudam a identificar o perfil dos visitantes e a compreender como eles utilizam a estrutura turística do município. Para a administração municipal, o tempo de permanência é um dos indicadores que podem orientar ações para fortalecer o turismo. A proposta é aproveitar a presença dos visitantes para incentivar o conhecimento de outros atrativos, ampliar a duração das estadias e estimular o consumo de serviços e produtos locais. Diárias variam de R$ 201 a R$ 392 - O boletim também apresenta os valores médios das diárias hoteleiras em Campo Grande, conforme a configuração de acomodação.

O preço médio é de R$ 201 para quarto individual, R$ 256 para duplo, R$ 309 para triplo e R$ 392 para quádruplo. Os valores ajudam a contextualizar o custo da hospedagem para diferentes perfis de visitantes. O documento, porém, não apresenta uma comparação com os preços de períodos anteriores, o que impede avaliar se houve aumento ou redução das diárias ao longo do trimestre. As informações sobre ocupação e preços foram coletadas diretamente com os meios de hospedagem do município, por meio de visitas presenciais, contatos telefônicos e e-mails.

Monitoramento orienta planejamento do turismo - O Observatório de Turismo acompanha indicadores como ocupação hoteleira, valores das diárias e características dos visitantes. A combinação dessas informações permite identificar períodos de maior movimentação, avaliar o potencial de eventos para atrair público e apontar oportunidades para o desenvolvimento do setor. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável, Ademar Silva Junior, o monitoramento é importante para orientar o planejamento e identificar medidas que fortaleçam a atividade turística.

“Os dados nos ajudam a compreender o comportamento dos visitantes e identificar oportunidades para fortalecer o turismo em Campo Grande. A partir dessas informações, podemos planejar ações, valorizar nossos atrativos e incentivar que os turistas permaneçam mais tempo na cidade, movimentando a economia local”, afirma. A diversificação da oferta turística e a promoção de roteiros integrados estão entre as possibilidades apontadas pelo boletim para ampliar o tempo de permanência dos visitantes.

A estratégia busca aproveitar a movimentação gerada por eventos e pelos atrativos locais para estimular a atividade econômica em diferentes segmentos. O levantamento reúne dados dos estabelecimentos de hospedagem e informações obtidas em pesquisas realizadas em pontos turísticos da cidade. Com esse acompanhamento, o município busca subsidiar o planejamento do setor e a formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento de Campo Grande como destino turístico

Fonte: Campo Grande News

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