Obra de R$ 12,8 milhões levará asfalto a seis ruas da Capital
Os terrenos que a Prefeitura de Campo Grande declarou de utilidade pública para desapropriação fazem parte dos planos de levar asfalto e drenagem ao complexo das vilas Nogueira, Aimoré e Amapá. Após a publicação do decreto, documentos indicados pelo município detalham o projeto, que também abrange o Aero Rancho e tem orçamento de R$ 12,87 milhões no edital de licitação. A proposta prevê pavimentar
Redação Diário Pantanal
14/10/2026, 11:45

Os terrenos que a Prefeitura de Campo Grande declarou de utilidade pública para desapropriação fazem parte dos planos de levar asfalto e drenagem ao complexo das vilas Nogueira, Aimoré e Amapá. Após a publicação do decreto, documentos indicados pelo município detalham o projeto, que também abrange o Aero Rancho e tem orçamento de R$ 12,87 milhões no edital de licitação. A proposta prevê pavimentar trechos de seis vias, que somam aproximadamente 2,12 quilômetros, e implantar outros 3,43 quilômetros de galerias para escoar a água da chuva.
Também estão previstas calçadas acessíveis, rampas e sinalização. Na primeira reportagem, o Campo Grande News mostrou que o decreto estabelece a finalidade da desapropriação, mas não informa o custo das obras nem quanto será pago pelos terrenos. Questionada, a Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) indicou os documentos disponíveis no portal municipal de licitações. As ruas Bom Jesus e Albino concentram os maiores trechos previstos para receber asfalto: são 748 metros e 726 metros, respectivamente.
Juntas, representam cerca de 69% da extensão contemplada pelo projeto. Lista inclui ainda 242 metros da Avenida da Ferradura, 162 metros da Rua Sérgio Alexandre Lemos, 150 metros da Rua Raimundo Ferreira da Silva e 98 metros da Rua Doze de Outubro. São segmentos dessas vias, sem previsão de pavimentação de toda a extensão de cada uma. Além de tirar esses trechos da terra, o projeto busca melhorar o caminho da água durante as chuvas. O memorial prevê 27 trechos de galerias e estruturas de concreto de diferentes tamanhos, incluindo uma passagem de dois metros de largura por dois metros de altura.
Segundo a justificativa técnica, a drenagem pretende reduzir alagamentos, poças e erosão, além de evitar que a água deteriore as ruas. Onde não houver rede subterrânea, o projeto prevê que a água siga pela superfície até os pontos de captação. Para os pedestres, estão previstos cerca de 6,5 mil metros quadrados de passeios com acessibilidade. As calçadas terão concreto e áreas com grama, além de rampas nos cruzamentos e piso tátil para orientar pessoas com deficiência visual.
A declaração de utilidade pública, por si só, não significa que os imóveis já pertençam à Prefeitura. A secretaria também não apresentou data para começar ou terminar as obras, e os arquivos analisados não confirmam empresa contratada ou autorização para início dos serviços.
Fonte: Campo Grande News
