Nuvem cumulonimbus impede pouso e desvia avião da Latam para MT
Uma cumulonimbus, chamada de “rainha das nuvens”, impediu o pouso do avião da Latam na manhã desta sexta-feira (9) no Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira, em Dourados, a 251 km de Campo Grande. O Airbus A320 com pelo menos 160 passageiros decolou do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), às 7h37 (horário de Brasília) e deveria pousar às 8h40 (horário de MS). Entretanto,
Redação Diário Pantanal
09/10/2026, 11:30 · Atualizado em 12/10/2026, 20:08

Uma cumulonimbus, chamada de “rainha das nuvens”, impediu o pouso do avião da Latam na manhã desta sexta-feira (9) no Aeroporto Regional Francisco de Matos Pereira, em Dourados, a 251 km de Campo Grande. O Airbus A320 com pelo menos 160 passageiros decolou do Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos (SP), às 7h37 (horário de Brasília) e deveria pousar às 8h40 (horário de MS). Entretanto, foi desviado para o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Cuiabá (MT). O FlightAware, maior plataforma de dados e rastreamento de voos do mundo, mostra que o avião da Latam seguiu direto de Guarulhos para a capital mato-grossense, sem tentativa de pouso em Campo Grande.
Por duas vezes nos últimos meses, o avião pousou na Capital em decorrência de condições climáticas em Dourados. A Latam ainda não se manifestou oficialmente sobre o voo desviado para Mato Grosso, mas autoridades do setor acreditam que a companhia tomou a decisão de voar direto para Cuiabá devido às nuvens densas formadas em Mato Grosso do Sul. Às 10h50, o A320 da Latam decolou do aeroporto de Cuiabá com destino a Dourados, onde deve pousar às 11h55. Em seguida, decola para São Paulo levando os passageiros que não decidirem pelo cancelamento.
A formação da nuvem cumulonimbus começou por volta de 7h em Dourados. Uma hora depois, começou a chover, mas sem registro de temporal. Conforme o Guia Clima, da Embrapa Agropecuária Oeste, o volume de chuva acumulado nesta sexta-feira chega a 24 mm. A nuvem Ao contrário das nuvens comuns que se espalham apenas horizontalmente, a cumulonimbus tem desenvolvimento vertical. Ela nasce perto do solo e cresce como uma torre gigantesca até atingir o topo da troposfera, chegando a marcas entre 12 km e 20 km de altura.
É considerada a nuvem mais perigosa do planeta e gera frentes de rajada com ventos que passam facilmente dos 100 km/h, chuvas torrenciais concentradas, descargas elétricas e até tornados.
Fonte: Campo Grande News



