MP arquiva investigação contra despachante por suspeita de fraude em caminhão
O Ministério Público de Mato Grosso do Sul pediu o arquivamento de um inquérito policial que investigava David Cloky Hoffmam Chita e outro homem por suspeitas relacionadas à adulteração de sinais identificadores de um caminhão. A investigação começou após uma vistoria veicular apontar possíveis irregularidades na identificação de um Volvo/FH 460, mas um exame pericial descartou alterações nos núme
Redação Diário Pantanal
04/11/2026, 23:30

O Ministério Público de Mato Grosso do Sul pediu o arquivamento de um inquérito policial que investigava David Cloky Hoffmam Chita e outro homem por suspeitas relacionadas à adulteração de sinais identificadores de um caminhão. A investigação começou após uma vistoria veicular apontar possíveis irregularidades na identificação de um Volvo/FH 460, mas um exame pericial descartou alterações nos números do chassi e do motor. Conforme os autos, a suspeita foi registrada em julho de 2024, depois que a empresa Prime Vistoria Veicular identificou possíveis alterações durante uma inspeção no veículo, de placas CVN-6190.
O caso foi encaminhado à Deletran (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Relacionados à Atividade Executiva de Trânsito), que instaurou inquérito para apurar eventual crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. Durante a investigação, foi solicitado um exame metalográfico para verificar a autenticidade dos elementos de identificação do caminhão. O laudo pericial apontou que não havia adulteração nos números do chassi e do motor. Apesar disso, foram identificados sinais de envolvimento anterior do veículo em acidente, ausência de algumas etiquetas de segurança e substituição dos vidros.
Diante do resultado, a Polícia Civil concluiu que não havia elementos para comprovar a ocorrência de crime e considerou que as irregularidades identificadas deveriam ser resolvidas administrativamente junto ao Detran-MS. Em março de 2025, o Ministério Público chegou a apontar suspeitas de falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistema de informações envolvendo David e Artur Valdir Faustino de Almeida. Na ocasião, o promotor responsável solicitou a juntada dos antecedentes criminais dos investigados para avaliar a possibilidade de oferecimento de acordo de não persecução penal.
Entretanto, ao reavaliar o conjunto de provas, o MPMS concluiu que não havia elementos suficientes para sustentar uma acusação pelos crimes cogitados. Segundo a manifestação, não foi possível identificar qual documento teria recebido informação falsa, quais dados teriam sido inseridos ou alterados indevidamente em sistemas públicos, nem quem teria praticado essas ações. O promotor William Marra Silva Júnior, em substituição legal na 15ª Promotoria de Justiça de Campo Grande, entendeu que não havia justa causa para o oferecimento de denúncia e pediu o arquivamento do inquérito.
A decisão foi assinada em setembro deste ano e comunicada ao investigado em publicação no Diário Oficial do Ministério Público desta quarta-feira (4). David Cloky Hoffman Chita também é réu em uma ação penal que apura um esquema de fraudes em vistorias e registros de veículos no Detran de Mato Grosso do Sul. Segundo as investigações, ele é apontado como um dos envolvidos na facilitação de procedimentos irregulares, que teriam causado prejuízos milionários. O caso foi alvo da Operação Miríade, deflagrada pela Polícia Civil em 2023, e tramita na 3ª Vara Criminal de Campo Grande.
Em outro episódio, o despachante chegou a ficar cerca de dois anos foragido e foi preso em dezembro do ano passado. Posteriormente, a Justiça concedeu liberdade provisória, mediante uso de tornozeleira eletrônica e outras medidas cautelares.
Fonte: Campo Grande News

