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Ministro reúne forças de segurança em MS após ameaças contra indígenas

Os três ministros enviados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Mato Grosso do Sul dividiram as agendas na manhã deste sábado (31) entre uma visita à Aldeia Taquapery, em Coronel Sapucaia, e uma reunião com forças de segurança em Dourados. A comitiva acompanha as medidas de proteção às comunidades indígenas após denúncias de ameaças e violência no sul do Estado. O ministro dos Povos In

Redação Diário Pantanal

31/10/2026, 11:45

Ministro reúne forças de segurança em MS após ameaças contra indígenas

Os três ministros enviados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Mato Grosso do Sul dividiram as agendas na manhã deste sábado (31) entre uma visita à Aldeia Taquapery, em Coronel Sapucaia, e uma reunião com forças de segurança em Dourados. A comitiva acompanha as medidas de proteção às comunidades indígenas após denúncias de ameaças e violência no sul do Estado. O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, e a ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Janine Mello, foram à Aldeia Taquapery.

A programação inicial também previa uma visita à Aldeia Sassoró, em Tacuru, mas a assessoria informou que o deslocamento ficou restrito à comunidade de Coronel Sapucaia e foi realizado em dois helicópteros. Em Dourados, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou de uma reunião sobre o trabalho de proteção às comunidades indígenas em Mato Grosso do Sul. O encontro reuniu a secretária nacional de Acesso à Justiça, Sheila de Carvalho, o diretor-geral da PRF (Polícia Rodoviária Federal), Fernando Oliveira, e representantes da PF (Polícia Federal), da PRF, da Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, da Força Nacional, da Polícia Civil e da Polícia Militar.

A visita integra as iniciativas do governo federal para investigar as denúncias e proteger os indígenas, com apoio da Força Nacional, que já atua nos territórios. Os três ministros têm entrevista coletiva prevista para as 12h, no horário de Mato Grosso do Sul, na unidade da PRF localizada na Rua Idelfonso Pedroso, no Parque dos Jequitibás, em Dourados. Determinação do presidente – Conforme o Campo Grande News noticiou, a viagem foi determinada por Lula após uma conversa com Eloy sobre as providências adotadas diante das denúncias.

“Lula me ligou para perguntar quais as providências. Informei da força-tarefa para recepcionar as denúncias. Tem muita coisa chegando, tem muita violência política e outras. Assim, as denúncias vão chegar ao Ministério da Justiça qualificadas. O presidente pediu para ir ao território”, relatou o ministro à reportagem na sexta-feira (30). Eloy também informou que a Força Nacional iniciou o policiamento em três comunidades indígenas do sul do Estado. Segundo ele, a equipe permanece sediada em Dourados e é deslocada conforme a demanda.

“A Força Nacional já fica em Mato Grosso do Sul porque, em 2023, a gente instaurou o gabinete de crise. Ela fica sediada em Dourados e é deslocada conforme a demanda. Agora vamos avaliar se é o caso de aumentar o contingente”, afirmou. O governo federal criou uma força-tarefa interministerial para receber e encaminhar denúncias de violência contra comunidades indígenas após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25). O grupo reúne os ministérios dos Povos Indígenas, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos.

A proposta é centralizar os relatos, identificar os denunciados e encaminhar as informações aos órgãos responsáveis pelas investigações, além de acompanhar as providências adotadas. Ameaças em MS – A mobilização ocorre após a divulgação de denúncias de ameaças e intimidações contra indígenas. Em Tacuru, dois servidores municipais trocaram áudios com ofensas à população indígena após o resultado eleitoral. Em uma das gravações, um dos homens sugere colocar veneno na água consumida pelas comunidades.

A conversa foi divulgada na segunda-feira (26) pela Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil). O prefeito Rogério Torquetti (PSDB) confirmou ao Campo Grande News que os envolvidos trabalham nas secretarias municipais de Meio Ambiente e Infraestrutura. Um deles atuava com caminhões utilizados no abastecimento de água das comunidades. Inicialmente, o prefeito disse que havia chamado a atenção dos servidores e atribuiu as declarações ao consumo de álcool e à euforia após as eleições.

Na quinta-feira (29), a Prefeitura informou que instaurou um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) e afastou os dois funcionários. O Ministério dos Povos Indígenas também recebeu relatos envolvendo Amambai, Naviraí e a região de Sidrolândia. Nem todas as denúncias, porém, foram confirmadas pelas investigações. Em Naviraí, o MPF (Ministério Público Federal) apurou informações sobre supostos homicídios de indígenas relacionados ao resultado eleitoral, mas não encontrou elementos que confirmassem ataques contra integrantes das comunidades Kurupi e Mboreviry.

Segundo o órgão, um crime divulgado nas redes sociais estava relacionado a um desentendimento familiar e interpessoal, sem motivação política ou étnica identificada. O MPF também constatou a circulação de imagens adulteradas e fora de contexto , associadas indevidamente a ataques contra indígenas.

Fonte: Campo Grande News

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