Menina perde a casa e a família, mas não desiste de encontrar o País dos Sonhos
Uma menina que perde a casa e a família, mas não deixa de sonhar, é a protagonista do espetáculo “A Menina e o Fim”, que estreia nesta quarta-feira (14), em Campo Grande. A peça terá três apresentações gratuitas, até sexta-feira (16), sempre às 20h, no Grupo Casa, no Bairro Amambaí. Escrita e dirigida por Ligia Tristão Prieto, a história acompanha Maria, interpretada por Kiohara, uma criança que p
Redação Diário Pantanal
13/10/2026, 11:15

Uma menina que perde a casa e a família, mas não deixa de sonhar, é a protagonista do espetáculo “A Menina e o Fim”, que estreia nesta quarta-feira (14), em Campo Grande. A peça terá três apresentações gratuitas, até sexta-feira (16), sempre às 20h, no Grupo Casa, no Bairro Amambaí. Escrita e dirigida por Ligia Tristão Prieto, a história acompanha Maria, interpretada por Kiohara, uma criança que precisa fugir de casa com a família. Durante o caminho, ela enfrenta perdas dolorosas, mas encontra na imaginação uma maneira de continuar seguindo em frente.
É nessa mistura de realidade e fantasia que Maria conhece personagens diferentes e parte em busca de um lugar chamado País dos Sonhos. “A Maria vem e prova que é possível, sim, esses dois mundos coexistirem, que podemos ver o mundo com cor sem perder a noção da realidade”, afirmou Kiohara, intérprete da protagonista. A história foi inspirada na fuga das irmãs Lispector da Ucrânia para o Brasil, em 1922, durante um período de guerra e perseguição à população judia. O livro “No Exílio”, de Elisa Lispector, e a poesia do escritor sul-mato-grossense Emmanuel Marinho também serviram de inspiração.
Embora trate de assuntos como perdas, medo e saudade, a peça tem classificação livre e convida o público a olhar para os sentimentos das crianças, mostrando que elas também precisam ser ouvidas e compreendidas. “Eu acredito na arte como possibilidade de sonho, de construção de uma vida possível, por isso escrevi A Menina e o Fim, como um grito de amor da arte para a infância”, declarou Ligia. Bonecos gigantes e música ao vivo - Para contar a história, o espetáculo aposta em bonecos gigantes, figurinos inspirados na cultura ucraniana e música executada ao vivo.
Entre os personagens que cruzam o caminho de Maria estão a boneca Buzuza, interpretada por Lethícia Rodrigues, o Rato, vivido por Tero Queiroz, a Borboleta, interpretada por Sofepoar Minott, e uma avó gigante, representada por Zyan Nalrad (Anna Burton). Parte dos bonecos foi produzida com papietagem, técnica que utiliza camadas de papel para criar diferentes formas e objetos. O desafio foi construir peças grandes, mas leves o suficiente para serem movimentadas durante as apresentações.
“Sem dúvida, o maior desafio aqui é construir grandes bonecos que sejam leves, expressivos e componham a cena de forma conjunta”, avaliou Mareco sobre o trabalho de criação dos elementos cênicos. A montagem conta com figurinos de Zyan Nalrad, cenografia e direção de arte de Rafael Mareco e iluminação de Anderson Lima. A música será apresentada ao vivo por Eduardo Martinelli e Sofia Maciel, responsável também pela direção musical. Ao todo, 26 profissionais participaram da produção, entre atores, músicos e equipe técnica.
O projeto foi realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc, do Ministério da Cultura. Serviço – O espetáculo “A Menina e o Fim” será apresentado nos dias 14, 15 e 16 de outubro, sempre às 20h, no Grupo Casa, localizado na Rua Visconde de Taunay, 306, Bairro Amambaí, em Campo Grande. A entrada é gratuita, mas é necessário reservar o ingresso antecipadamente pelo Sympla . A classificação é livre.
Fonte: Campo Grande News



