Mamografia está disponível aos 40, mas rotina começa aos 50; entenda
Mulheres entre 40 e 49 anos podem fazer mamografia pelo SUS (Sistema Único de Saúde) mesmo sem apresentar sinais ou sintomas. Isso não significa, porém, que todas devam realizar o exame anualmente. Nessa faixa etária, a decisão deve considerar os benefícios, os possíveis riscos e o histórico de cada paciente. Desde setembro de 2025, a política nacional de rastreamento do câncer de mama ampliou o a
Redação Diário Pantanal
08/10/2026, 10:45 · Atualizado em 12/10/2026, 20:08

Mulheres entre 40 e 49 anos podem fazer mamografia pelo SUS (Sistema Único de Saúde) mesmo sem apresentar sinais ou sintomas. Isso não significa, porém, que todas devam realizar o exame anualmente. Nessa faixa etária, a decisão deve considerar os benefícios, os possíveis riscos e o histórico de cada paciente. Desde setembro de 2025, a política nacional de rastreamento do câncer de mama ampliou o acesso ao exame na rede pública. Em dezembro, a Lei nº 15.284 reforçou o direito à mamografia a partir dos 40 anos.
A faixa prioritária para o rastreamento organizado pelo SUS continua sendo a de mulheres entre 50 e 74 anos, sem sintomas e com risco habitual. Nesse grupo, a recomendação é fazer a mamografia a cada 2 anos. A enfermeira Mayara Rodrigues Mota, chefe da Unidade de Hematologia, Hemoterapia e Oncologia do Humap-UFMS (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian), explica que o acesso ampliado não deve ser confundido com uma recomendação igual para todas. “Entre 40 e 49 anos, a decisão deve ser individualizada e compartilhada com o profissional de saúde”, afirma.
O câncer de mama é o tipo mais frequente entre as mulheres brasileiras, depois dos tumores de pele não melanoma. A identificação da doença em fases iniciais aumenta as possibilidades de tratamento e de um prognóstico mais favorável. Rastreamento e investigação - A mamografia de rastreamento é feita em mulheres que não apresentam sintomas. Quando existe alguma alteração suspeita, o exame passa a fazer parte de uma investigação diagnóstica, que pode ser indicada em qualquer idade.
Entre os principais sinais de alerta estão caroço endurecido, fixo ou que aumenta de tamanho; retração da pele ou do mamilo; mudança no formato da mama; secreção espontânea pelo mamilo, principalmente quando sanguinolenta e de apenas um lado; vermelhidão persistente; ferida que não cicatriza; inchaço; pele com aspecto de casca de laranja; e ínguas nas axilas. Essas alterações não significam necessariamente câncer, pois também podem estar relacionadas a condições benignas. Mesmo assim, não devem ser ignoradas.
“Quando existe um sinal ou sintoma, não estamos mais falando de rastreamento, mas de investigação diagnóstica”, destaca Mayara. A orientação é conhecer o próprio corpo e procurar atendimento ao perceber uma mudança. O reconhecimento das alterações não substitui a mamografia nem a avaliação realizada por um profissional. Histórico familiar - Ter casos de câncer de mama na família pode elevar o risco, mas não significa que a mulher desenvolverá a doença. Também não é suficiente, isoladamente, para classificá-la como paciente de alto risco.
Na avaliação, o profissional considera quem teve câncer, o grau de parentesco, a idade do diagnóstico e a existência de casos de câncer de ovário, câncer de mama em homens, tumores nas 2 mamas ou vários familiares atingidos. Algumas famílias apresentam sinais de predisposição hereditária, inclusive relacionados a alterações nos genes BRCA1 e BRCA2. Nesses casos, podem ser indicados acompanhamento especializado, aconselhamento genético e uma estratégia de vigilância diferente da adotada para mulheres de risco habitual.
Por isso, a mulher deve informar ao profissional de saúde o histórico de câncer entre pais, irmãos, filhos, avós, tios e outros parentes próximos. Diagnóstico precoce - Descobrir o câncer de mama em uma fase inicial permite tratar uma doença ainda localizada e pode reduzir os impactos físicos e emocionais de terapias mais complexas. O diagnóstico precoce, entretanto, não depende apenas da mamografia. Também exige que a mulher reconheça alterações suspeitas, procure atendimento rapidamente e encontre uma rede preparada para realizar os exames e iniciar o tratamento.
“Não deixe o medo adiar uma avaliação”, orienta Mayara. (Com informações do HU-Humap)
Fonte: Campo Grande News



