Mal-estar de jurada adia julgamento da morte de pai e filho em racha
O juiz Aluizio Pereira dos Santos adiou nesta quarta-feira (7), em Campo Grande, o julgamento de Maicon Oliveira Bezerra e Thauan Gonçalves de Assis, acusados de matar pai e filho durante um “racha” na Avenida Cônsul Assaf Trad. A decisão ocorreu depois de uma jurada grávida sentir cólicas durante o intervalo para almoço. Conforme o termo de audiência obtido pela reportagem, a promotora Daniele Bo
Redação Diário Pantanal
07/10/2026, 23:45 · Atualizado em 12/10/2026, 20:08

O juiz Aluizio Pereira dos Santos adiou nesta quarta-feira (7), em Campo Grande, o julgamento de Maicon Oliveira Bezerra e Thauan Gonçalves de Assis, acusados de matar pai e filho durante um “racha” na Avenida Cônsul Assaf Trad. A decisão ocorreu depois de uma jurada grávida sentir cólicas durante o intervalo para almoço. Conforme o termo de audiência obtido pela reportagem, a promotora Daniele Borghetti Zampieri de Oliveira já havia apresentado a acusação e pediu a condenação dos dois réus nos termos em que foram levados a julgamento.
Em seguida, houve uma pausa, e com o mal-estar da jurada, o magistrado dissolveu o conselho de sentença antes de a defesa se manifestar. Sem a continuidade da sessão, os sete jurados não chegaram a votar se Maicon e Thauan deveriam ser condenados ou absolvidos. A ata publicada no processo nesta quarta não estabelece uma nova data para o julgamento e registra apenas a determinação para que o caso volte à pauta. Mais cedo, durante o interrogatório, os dois acusados haviam optado por permanecer em silêncio.
A decisão foi confirmada pelas defesas logo no início dessa etapa, e eles não responderam a questionamentos do juiz, da acusação ou dos próprios advogados. O Campo Grande News acompanhou a sessão, realizada na 2ª Vara do Tribunal do Júri. Maicon e Thauan são julgados pelas mortes de Joel dos Santos Lopes, 38, e Anador Lopes, 72, ocorridas na noite de 6 de agosto de 2021. Pai e filho estavam em uma Yamaha Factor na Avenida Cônsul Assaf Trad quando foram atingidos durante o trajeto.
Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Maicon conduzia um Volkswagen Fox preto e Thauan dirigia um Chevrolet Corsa branco. A acusação sustenta que os dois disputavam uma corrida clandestina em alta velocidade pela avenida quando o Fox atingiu a traseira da motocicleta pilotada por Joel, que levava o pai na garupa. O impacto arremessou os dois ocupantes da moto, que morreram ainda no local do acidente. O Ministério Público também afirma que Maicon e Thauan deixaram a região sem prestar socorro e que nenhum deles tinha permissão ou carteira de habilitação para dirigir.
O Fox apontado como o veículo que atingiu a motocicleta foi localizado no dia seguinte ao acidente. O carro estava coberto por uma lona na garagem de uma residência no Loteamento José Tavares do Couto e apresentava danos na parte dianteira. Os dois réus foram denunciados por homicídio com dolo eventual, situação em que a acusação sustenta que o autor assumiu o risco de provocar a morte. O processo também chegou ao Tribunal do Júri com as qualificadoras de motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.
Fonte: Campo Grande News



