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Luto: entenda por que a mente demora a aceitar a morte de alguém próximo

A pessoa sabe que alguém morreu, mas ainda espera uma ligação, uma mensagem ou que ela apareça pela porta. Às vezes, chega a pensar em contar uma novidade e só depois lembra que não poderá mais fazer isso. São situações comuns no luto, especialmente quando a morte acontece de repente, sem tempo para uma despedida. Com a chegada do Dia de Finados, celebrado neste domingo (2), sentimentos que pareci

Redação Diário Pantanal

30/10/2026, 12:45

Luto: entenda por que a mente demora a aceitar a morte de alguém próximo

A pessoa sabe que alguém morreu, mas ainda espera uma ligação, uma mensagem ou que ela apareça pela porta. Às vezes, chega a pensar em contar uma novidade e só depois lembra que não poderá mais fazer isso. São situações comuns no luto, especialmente quando a morte acontece de repente, sem tempo para uma despedida. Com a chegada do Dia de Finados, celebrado neste domingo (2), sentimentos que pareciam mais tranquilos podem voltar com força. A data costuma trazer lembranças, saudade e até culpa pelo que ficou por dizer ou fazer.

Para quem perdeu alguém de forma inesperada, aceitar a ausência pode ser um processo ainda mais difícil. O psicólogo Rodrigo Salles, professor do Programa de Mestrado e Doutorado em Ciências do Envelhecimento da Universidade São Judas e doutor em psicologia clínica pela USP (Universidade de São Paulo), explica que existe uma diferença entre entender racionalmente uma morte e conseguir assimilar emocionalmente a perda. “Quando uma morte acontece de forma repentina, a pessoa pode saber que perdeu alguém e, ainda assim, sentir dificuldade para assimilar a ausência.

Isso acontece porque compreender racionalmente uma notícia não significa que todas as expectativas, os hábitos e os vínculos emocionais construídos ao longo de uma relação se reorganizem imediatamente.” O luto não afeta apenas os sentimentos. A perda também pode provocar esquecimentos, dificuldade de concentração, alterações no sono e falta de disposição. São reações que podem aparecer mesmo quando a pessoa tenta manter a rotina e seguir com os compromissos do dia a dia. Segundo o especialista, não existe um prazo determinado para superar a morte de alguém.

Também não há uma maneira certa de demonstrar sofrimento. “O luto precisa de espaço, acolhimento e tempo. Não devemos cobrar que alguém supere rapidamente uma perda, mas oferecer condições para que essa pessoa possa atravessar o processo sem culpa e sem isolamento”, afirma.

Fonte: Campo Grande News

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