Justiça nega prisão domiciliar para ex-presidente da Santa Casa
A 5ª Vara Criminal de Campo Grande indeferiu pedido de revogação preventiva da advogada Alir Terra Lima, de 71 anos, ex-presidente da Santa Casa. Ela foi presa na Operação Antidotum, deflagrada em 11 de setembro pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). Além da revogação de prisão, a Justiça negou os pedidos de medidas cautelares diversas e de substituição por prisão domiciliar. Alir é r
Redação Diário Pantanal
22/10/2026, 09:00

A 5ª Vara Criminal de Campo Grande indeferiu pedido de revogação preventiva da advogada Alir Terra Lima, de 71 anos, ex-presidente da Santa Casa. Ela foi presa na Operação Antidotum, deflagrada em 11 de setembro pelo Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção). Além da revogação de prisão, a Justiça negou os pedidos de medidas cautelares diversas e de substituição por prisão domiciliar. Alir é ré por esquema de corrupção na Santa Casa, o maior hospital de Mato Grosso do Sul.
Ela responde pelos crimes de organização criminosa, peculato (sete vezes) e falsidade ideológica. Segundo a denúncia do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), Alir Terra Lima exerceria a chefia do esquema, controlando as contratações, as informações fornecidas à fiscalização e tinha a palavra final das decisões centrais. A Operação Antidotum cumpriu 36 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO). A investigação tem como foco dois núcleos de contratos.
Um deles envolve a digitalização de prontuários médicos da Santa Casa. O contrato previa pagamentos de R$ 1,8 milhão por ano durante três anos, totalizando R$ 5,4 milhões. O advogado Murilo Marques, que atua na defesa da ex-presidente, informa que vai pedir habeas corpus ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul).
Fonte: Campo Grande News


