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Justiça impede que líder de facção aliada ao PCC volte a MS

Tiago Paixão Almeida, o Boy, apontado pelas autoridades como um dos líderes do TCP (Terceiro Comando Puro) em Mato Grosso do Sul, não conseguiu autorização para retornar ao sistema prisional estadual. O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) rejeitou o recurso da defesa e manteve a decisão que prorrogou por dois anos sua permanência na Penitenciária Federal de Mossoró (RN). A facção de o

Redação Diário Pantanal

04/11/2026, 18:30

Justiça impede que líder de facção aliada ao PCC volte a MS

Tiago Paixão Almeida, o Boy, apontado pelas autoridades como um dos líderes do TCP (Terceiro Comando Puro) em Mato Grosso do Sul, não conseguiu autorização para retornar ao sistema prisional estadual. O TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) rejeitou o recurso da defesa e manteve a decisão que prorrogou por dois anos sua permanência na Penitenciária Federal de Mossoró (RN). A facção de origem carioca mantém aliança com o PCC (Primeiro Comando da Capital) em Mato Grosso do Sul.

Conforme reportagem anterior do Campo Grande News , baseada em levantamento sobre organizações criminosas , a parceria busca conter a expansão do Comando Vermelho e proteger interesses ligados às rotas do tráfico. campograndenews.com.br No recurso, a defesa de Tiago, representada pela advogada Fabiana Ferreira Cantero, sustentou que a permanência em presídio federal constitui medida excepcional. Também alegou falta de fundamentos atuais e concretos para justificar a continuidade da medida.

O relator, desembargador Luiz Claudio Bonassini da Silva, apontou que os documentos do processo demonstram a persistência dos vínculos de Tiago com a organização criminosa. Segundo o acórdão, ele exerceria função de operador logístico do TCP e atribuições relacionadas à cooptação de agentes públicos. Informações recentes do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) também relacionam Tiago a fatos sob investigação que envolvem tráfico de drogas, associação para o tráfico, extorsão e outros delitos.

A decisão registra que as apurações lhe atribuem os crimes de organização criminosa e extorsão qualificada. Os órgãos estaduais de administração penitenciária e inteligência apontaram risco concreto à ordem e à segurança pública caso ele retorne aos presídios de Mato Grosso do Sul. Para o tribunal, a capacidade de articulação e a participação relevante atribuída a Tiago no grupo justificam sua permanência na unidade federal de segurança máxima. Os magistrados também afastaram a necessidade de um fato novo para renovar o prazo.

Conforme o entendimento aplicado no julgamento, basta que a decisão demonstre, com fundamentos concretos, que permanecem os motivos da transferência inicial. O acórdão ressalta que a medida não decorre apenas da gravidade dos crimes, mas das informações sobre a atuação de Tiago e dos riscos associados ao retorno. Com isso, o tribunal manteve o período de dois anos definido pelo juízo da execução, sem estabelecer no trecho divulgado a data final da permanência. As autoridades transferiram Boy para Mossoró em 11 de julho de 2026.

Na ocasião, a Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário) havia solicitado sua inclusão emergencial no sistema federal, com base em informações sobre tentativa de cooptação de servidores, ameaças e articulação da facção no Estado. campograndenews.com.br Antes da transferência, policiais o prenderam em novembro de 2025 durante a Operação Blindagem. A equipe o encontrou em um flat no Edifício Vertigo, no Jardim dos Estados, em Campo Grande, a cerca de 12 quilômetros da região do Tijuca, onde as investigações apontavam sua influência sobre o tráfico. campograndenews.com.br A operação investigou uma rede de tráfico de drogas e armas que contava, segundo o Gaeco, com apoio de servidores públicos para garantir facilidades a presos.

As apurações apontaram acesso a celulares, informações sigilosas e interferência na permanência de integrantes do grupo em unidades de menor segurança. campograndenews.com.br Tiago acumula condenações anteriores. Em 2010, o Tribunal do Júri o condenou a sete anos e seis meses de prisão pela morte do primo, em Anastácio. Em outro julgamento, em 2023, os jurados o absolveram da acusação de homicídio relacionada a um crime no Tijuca, e ele permaneceu preso por condenações ligadas ao tráfico. campograndenews.com.br

Fonte: Campo Grande News

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