Jonathan, 194 anos de idade e o segredo da longevidade
Não se equivoque. Os anos que lhe restam sobre a Terra estão escritos em teus genes. Tudo que a medicina moderna lhe recomenda - comida saudável, exercício, não beber - tem importância, mas é limitado pelos genes. Eles dão as cartas, são os maestros de tua orquestra corpórea. Apesar das pesquisas bilionárias, o que a ciência sabe até agora é da imensa importância dos genes para determinar a longev
Redação Diário Pantanal
13/10/2026, 07:30

Não se equivoque. Os anos que lhe restam sobre a Terra estão escritos em teus genes. Tudo que a medicina moderna lhe recomenda - comida saudável, exercício, não beber - tem importância, mas é limitado pelos genes. Eles dão as cartas, são os maestros de tua orquestra corpórea. Apesar das pesquisas bilionárias, o que a ciência sabe até agora é da imensa importância dos genes para determinar a longevidade. Como tantas outras pesquisas, assim comprova a mais recente de todas: os genes de Jonathan.
Quem é Jonathan? Aos 194 anos, Jonathan é o habitante mais célebre da ilha de Santa Helena, localizada no meio do Atlântico Sul, mais próxima da África do que da América do Sul. Salvo por sua cegueira e um ou outro achaque próprio da idade, goza de boa saúde. Não é ostentosa, ainda que poderia se tornar uma grande personalidade mundial por ser o animal terrestre mais longevo que conhecemos. Quando nasceu, em torno de 1.832, não existia a lâmpada e nem o telégrafo. Não havia um só indicio de que um dia Campo Grande existiria.
A anestesia moderna não chegaria até 1.840. Jonathan é uma tartaruga gigante nascida nas ilhas Seychelles, na costa da África. O que é que Jonathan tem? A pesquisa sobre a genética de Jonathan acaba de ser publicada na revista cientifica Science. Aponta a uma combinação de variantes genéticas e de marcas químicas no DNA que poderiam explicar, em parte, como este quase bicentenário réptil combate o envelhecimento de forma extraordinária. Há modificações em seus genes que ajudam a frear a deterioração do corpo.
Elas protegem seus telômeros - os escudos que evitam o desgaste das células cada vez que se multiplicam, além de regular a energia e a insulina e prevenir o câncer. A viagem de Jonathan. Jonathan está há 140 anos fora de casa. Foi um presente para o governador da ilha localizada a mais de 6.000 quilômetros das ilhas Seychelles. Naquela época, era comum os marinheiros levassem esses répteis como alimento nos navios. São uma fonte perfeita de alimentação náutica. Representam muita carne - um adulto pesa 200 quilos.
O custo é ínfimo. Pode passar meses sem beber água e se alimenta de algumas folhas e talos. Ela gasta pouca energia, sua velocidade máxima é de 30 metros por hora. Não se esqueçam: “Piano, piano se va lontano”.
Fonte: Campo Grande News
