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Hospital de R$ 100 milhões da Hapvida segue sem sair do papel em Campo Grande

Anunciado há mais de um ano, o hospital que a operadora de saúde Hapvida pretende construir em Campo Grande ainda não saiu do papel. O terreno destinado à unidade, no cruzamento das ruas José Antônio e Barão do Rio Branco, continua vazio e a obra sequer tem autorização para começar. Segundo a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), no entan

Redação Diário Pantanal

21/10/2026, 12:45

Hospital de R$ 100 milhões da Hapvida segue sem sair do papel em Campo Grande

Anunciado há mais de um ano, o hospital que a operadora de saúde Hapvida pretende construir em Campo Grande ainda não saiu do papel. O terreno destinado à unidade, no cruzamento das ruas José Antônio e Barão do Rio Branco, continua vazio e a obra sequer tem autorização para começar. Segundo a Semades (Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), no entanto, existe pedido ativo de alvará de construção, contudo, ainda em análise pela pasta.

O projeto faz parte de um plano de expansão anunciado pela Hapvida em 2024, que previa novas unidades hospitalares em 10 cidades brasileiras. A construção em Campo Grande foi confirmada oficialmente em julho de 2025, mas a empresa não divulgou prazo para o início das obras. A obra ficará a cargo da Canadá Empreendimentos Imobiliários Ltda, que construirá a unidade e a cederá à Hapvida na modalidade build to suit, por 240 meses, segundo informações divulgadas anteriormente.

A operadora prevê investir R$ 100 milhões no empreendimento, que terá 112 leitos, estrutura de alta complexidade, e deve gerar 456 empregos. Outras autorizações - A reportagem também apurou que a Semades, junto à Agetran (Agência Municipal de Trânsito), firmou um termo quanto ao projeto de estacionamento apresentado pela Hapvida. Ele foi aprovado em setembro deste ano. Já o Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) divulgou em 11 de março do ano passado uma lista de licenças e autorizações concedidas, em que a Hapvida aparece em processos de licença de operação com vencimento em 2028 e 2030.

Benefícios - A Prefeitura de Campo Grande também já aprovou lei que concede benefícios fiscais para a Hapvida e para a Canadá. São eles: Isenção do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) por dois anos, redução de 60% no ISSQN (Imposto sobre Serviço de qualquer Natureza), que passará de 5% para 2% sobre o valor dos serviços prestados durante seis anos; Isenção da tarifa de iluminação pública por dez anos,; Isenção dos tributos sobre os processos de alvará e licenciamento pelo período de quatro anos.

Crise - Diante de dificuldades financeiras e de confiança atribuídas à Hapvida no mercado financeiro, algumas relacionadas ao desafio da fusão com a NotreDame Intermédica, a reportagem procurou a assessoria de imprensa da operadora no ano passado e questionou se o investimento previsto em Campo Grande se manteria. Na época, a empresa informou que “não há qualquer pausa nos planos de construção do hospital”. Procurada novamente na terça-feira (19) para comentar sobre a previsão do início das obras, a assessoria de imprensa informou que daria retorno, mas não enviou resposta até a publicação desta matéria.

Fonte: Campo Grande News

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