Fiocruz recebe R$ 2,1 milhões para investigar riscos de doenças no Pantanal
A Fiocruz Mato Grosso do Sul receberá R$ 2,1 milhões para fortalecer pesquisas e ampliar a vigilância de patógenos no Pantanal, com possibilidade de expansão para o Cerrado. O investimento integra uma iniciativa nacional voltada ao monitoramento de agentes que podem causar doenças e à compreensão dos efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde humana. Os recursos fazem parte de um projeto de exp
Redação Diário Pantanal
23/10/2026, 14:15

A Fiocruz Mato Grosso do Sul receberá R$ 2,1 milhões para fortalecer pesquisas e ampliar a vigilância de patógenos no Pantanal, com possibilidade de expansão para o Cerrado. O investimento integra uma iniciativa nacional voltada ao monitoramento de agentes que podem causar doenças e à compreensão dos efeitos das mudanças climáticas sobre a saúde humana. Os recursos fazem parte de um projeto de expansão da Rede de Vigilância de Patógenos em diferentes biomas brasileiros, contemplado em chamada pública da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos).
O extrato do convênio foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta sexta-feira (23). Em Mato Grosso do Sul, a iniciativa será desenvolvida pela Fiocruz sob a responsabilidade da pesquisadora Zoraida Fernandez. O projeto prevê investimento de R$ 2.129.333,50, composto por recursos da Finep e financiamento complementar da Fundect (Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia do Estado de Mato Grosso do Sul). A pesquisa busca ampliar a capacidade de investigação científica e fortalecer a vigilância em saúde no território sul-mato-grossense, especialmente no Pantanal.
A proposta também considera a possibilidade de levar os estudos ao Cerrado, ampliando a abrangência do monitoramento. Mudanças climáticas e circulação de doenças - A iniciativa ganha relevância diante dos impactos das mudanças climáticas sobre os ecossistemas e a saúde humana. Alterações ambientais podem influenciar a circulação de patógenos e modificar a dinâmica de transmissão de doenças, tornando necessário ampliar o acompanhamento científico desses agentes. Segundo a Fiocruz, o investimento permitirá avançar na produção de conhecimento sobre as relações entre clima, biodiversidade, ambiente e saúde.
A expectativa é que os resultados contribuam para identificar riscos e desenvolver estratégias de prevenção e resposta a possíveis ameaças à saúde pública. O trabalho também está relacionado ao conceito de Saúde Única, abordagem que considera a conexão entre a saúde humana, a saúde animal e o meio ambiente. Nesse contexto, o monitoramento dos patógenos em diferentes biomas pode contribuir para compreender como as transformações ambientais interferem nos riscos de transmissão de doenças.
A proposta prevê ainda a integração entre diferentes unidades da Fiocruz, com o objetivo de ampliar a capacidade de investigação científica e fortalecer a vigilância de agentes infecciosos em regiões com características ambientais distintas. Projeto também contempla a Amazônia - Além de Mato Grosso do Sul, o projeto nacional destinará recursos à Região Amazônica, por meio da iniciativa ReVigia, que contará com R$ 6.958.115,44 da Finep. Os trabalhos envolverão a Fiocruz Amazônia e a Fiocruz Rondônia, com foco no fortalecimento da vigilância de patógenos na Floresta Amazônica.
A frente sul-mato-grossense, identificada como VIGI-MS, receberá R$ 2.129.333,50 para pesquisas inicialmente concentradas no Pantanal. Somadas, as duas frentes representam R$ 9.087.448,94 em investimentos previstos para as iniciativas. O convênio publicado no Diário Oficial estabelece valor de até R$ 8.555.116,94 em recursos da Finep e aporte adicional de R$ 532.332 da Fundect. O prazo de vigência e de execução física e financeira é de até 36 meses, contados a partir da assinatura do instrumento, realizada em 22 de junho de 2026.
Com o investimento, a Fiocruz Mato Grosso do Sul busca fortalecer a estrutura de pesquisa no Estado e ampliar a produção de evidências científicas sobre os riscos associados às mudanças ambientais. A iniciativa pretende contribuir para que o conhecimento sobre os patógenos presentes nos biomas brasileiros ajude a orientar medidas de vigilância e prevenção em saúde.
Fonte: Campo Grande News


