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Empréstimos de R$ 476,7 milhões e expansão urbana vão à votação na Câmara

Dois pedidos de empréstimo que somam R$ 476,7 milhões estão entre os dez projetos que a Câmara Municipal de Campo Grande deve votar na terça-feira (13), a partir das 9h. Todos são de autoria da prefeitura. A pauta também inclui mudanças no uso do solo, regras para fiscalizar conselheiros tutelares e destinação de imóveis públicos a empresas. O maior financiamento, previsto no Projeto de Lei 12.531

Redação Diário Pantanal

11/10/2026, 15:45 · Atualizado em 12/10/2026, 20:08

Empréstimos de R$ 476,7 milhões e expansão urbana vão à votação na Câmara

Dois pedidos de empréstimo que somam R$ 476,7 milhões estão entre os dez projetos que a Câmara Municipal de Campo Grande deve votar na terça-feira (13), a partir das 9h. Todos são de autoria da prefeitura. A pauta também inclui mudanças no uso do solo, regras para fiscalizar conselheiros tutelares e destinação de imóveis públicos a empresas. O maior financiamento, previsto no Projeto de Lei 12.531/26, é de R$ 411,7 milhões com a Caixa Econômica Federal, pelo Programa Pró-Transporte - Avançar Cidades.

O dinheiro será destinado a obras de asfalto, drenagem da água da chuva, calçadas acessíveis, sinalização e serviços complementares em bairros da Capital. A proposta permite contratar a operação com ou sem garantia da União. O segundo pedido, no Projeto de Lei 12.532/26, prevê R$ 65 milhões pelo Finisa (Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento), também para pavimentação e drenagem. Se aprovados, os projetos autorizam a prefeitura a contratar os financiamentos. Isso não significa liberação imediata dos recursos.

Como são empréstimos, os valores terão de ser pagos pelo município conforme as condições dos contratos. Novas áreas - Outros dois projetos, 12.535/26 e 12.536/26, tratam da aplicação da OOAUS (Outorga Onerosa de Alteração do Uso do Solo). Em termos simples, é uma contrapartida exigida pela mudança no uso de um terreno. As propostas envolvem a incorporação de áreas à zona urbana, com glebas de aproximadamente 1,85 milhão e 55,4 mil metros quadrados. Juntas, elas somam cerca de 190 hectares.

A mudança no enquadramento dos terrenos não significa, por si só, aprovação de loteamentos ou início de obras. Os empreendimentos continuam sujeitos às autorizações e exigências correspondentes. Conselheiros tutelares - O Projeto de Lei 12.526/26 altera as regras disciplinares aplicáveis aos conselheiros tutelares e redefine a composição e as atribuições da Copect (Comissão Permanente de Ética dos Conselhos Tutelares). O texto prevê que qualquer pessoa, órgão ou entidade poderá comunicar à Controladoria-Geral do Município fatos que possam caracterizar irregularidade ou infração disciplinar cometida por conselheiro tutelar.

Essa possibilidade não substitui as atribuições do Ministério Público e de outros órgãos de controle. A proposta modifica dispositivos das leis municipais 4.503, de 2007, e 6.437, de 2020. Imóveis para empresas - Quatro projetos tratam de imóveis vinculados ao Prodes (Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande). O Projeto de Lei 12.533/26 autoriza a transferência da titularidade de um imóvel da Toalheiros MS Ltda. para a Alsco Brasil Ltda., em razão da incorporação da primeira empresa pela segunda.

Já o Projeto de Lei 12.534/26 prevê a transferência da titularidade de um imóvel da Solutech Soluções Tecnológicas para Agricultura e Pecuária Eireli para a Pantanal Agrícola S.A. O Projeto de Lei 12.537/26 autoriza a doação de um imóvel público à Kabriolli Indústria e Comércio de Roupas Ltda. A doação será feita com encargos, ou seja, com obrigações que a empresa deverá cumprir. No caso do Projeto de Lei 12.541/26, a proposta é conceder à Oliveira e Carneiro Ltda. o direito de usar um imóvel público, também mediante obrigações.

Diferentemente da doação, essa modalidade concede o direito de uso, sem transferir a propriedade do terreno. Todos os projetos estão previstos para única discussão e votação nominal, com registro do voto de cada vereador. Os pedidos de empréstimo, as mudanças no uso do solo e as regras para conselheiros tutelares precisam de pelo menos 15 votos favoráveis. As propostas sobre imóveis e a revogação das leis exigem apoio de dois terços dos vereadores.

Fonte: Campo Grande News

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