Em protesto, família questiona envio de bebê com pneumonia ao Hospital de Câncer
Em protesto em frente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário, a família da pequena Ana Laura, que com oito meses morreu vítima de pneumonia grave, quer resposta sobre o encaminhamento, via regulação municipal, da menina ao Hospital de Câncer, onde nem pôde ficar internada devido à ausência de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O local da manifestação foi escolhido porque fo
Redação Diário Pantanal
20/10/2026, 16:30

Em protesto em frente à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do bairro Universitário, a família da pequena Ana Laura, que com oito meses morreu vítima de pneumonia grave, quer resposta sobre o encaminhamento, via regulação municipal, da menina ao Hospital de Câncer, onde nem pôde ficar internada devido à ausência de UTI (Unidade de Terapia Intensiva). O local da manifestação foi escolhido porque foi lá que a tragédia da família começou, em 7 de outubro. Com sintomas gripais, a criança foi levada para atendimento na unidade e saiu de lá com antibiótico em mãos, para continuidade do tratamento em casa.
Mas no sábado, 10, três dias depois, após vômitos e diarreia, a família foi novamente à UPA com a bebê e de lá, para o Hospital de Câncer, onde a situação piorou. Como já relatou o Campo Grande News , no hospital ela recebeu uma medicação na veia e apresentou piora no quadro e então, houve pedido de urgência para levá-la a uma unidade hospitalar que contasse com UTI. Assim, a criança chegou ao Hospital Regional, onde acabou falecendo. O pai de Ana Laura, Edilson Felipe de Araújo, de 41 anos, bastante abatido, disse à reportagem que está sofrendo muito, mas que precisa entender o que aconteceu.
“Por que levaram ela pro Hospital de Câncer, se lá não tinha UTI? Por que não foi direto pro Regional?”, questiona, lembrando que um dia antes da internação, a filha estava brincando e feliz. A mãe, Ana Maria Morel, muito emocionada, lembra que a menina era feliz, sorridente e de braços abertos para quem se aproximasse. “Nada vai trazer minha filha de volta, mas é um descaso total o que eles fizeram com a gente. Eu preciso de respostas, saber exatamente o que aconteceu no nos hospitais.
Eu quero justiça”, clama. Com ajuda da Associação de Vítimas de Erros Médicos de Mato Grosso do Sul, a família busca conseguir todos os prontuários dos atendimentos nas unidades por onde a menina passou e ainda, acionar o Poder Judiciário, se necessário, para obter os documentos. O caso também foi levado ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) e à Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente), onde foi registrado boletim de ocorrência.
Fonte: Campo Grande News


