Diário Pantanal
—
Campo GrandeConsultando tempo…

Em julgamento, acusado de matar Bruna nega crime e diz que tentou salvá-la

Edvan da Silva Rodrigues, de 46 anos, acusado de matar Bruna dos Santos Maroto, de 26, encontrada com ferimentos na cabeça e perfurações pelo corpo, negou o crime durante julgamento realizado na manhã desta quarta-feira (21), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. Ao ser interrogado, afirmou que encontrou a vítima caída no chão ao voltar do mercado e que tentou reanimá-la enquanto aguard

Redação Diário Pantanal

21/10/2026, 10:30

Em julgamento, acusado de matar Bruna nega crime e diz que tentou salvá-la

Edvan da Silva Rodrigues, de 46 anos, acusado de matar Bruna dos Santos Maroto, de 26, encontrada com ferimentos na cabeça e perfurações pelo corpo, negou o crime durante julgamento realizado na manhã desta quarta-feira (21), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. Ao ser interrogado, afirmou que encontrou a vítima caída no chão ao voltar do mercado e que tentou reanimá-la enquanto aguardava socorro. O réu também negou ter agredido a mulher durante o relacionamento. O julgamento é presidido pelo juiz Aluízio Pereira dos Santos.

A acusação é conduzida pela promotora de Justiça Daniele Borghetti Zampieri de Oliveira, enquanto a defesa está a cargo do defensor público Nilson da Silva Gerado. O Conselho de Sentença é formado por cinco mulheres e dois homens. Durante o interrogatório, Edvan contou que trabalhava em um depósito de reciclagem no Jardim Los Angeles e que, no dia do crime, deixou o serviço entre 17h30 e 18h. Segundo ele, chegou por volta das 19h ao imóvel abandonado onde estava morando havia cerca de 15 dias.

Aproximadamente 30 minutos depois, Bruna teria aparecido no local. O acusado afirmou que convidou a ex-companheira para acompanhá-lo ao mercado, mas ela preferiu ficar. Segundo sua versão, Bruna disse que usaria drogas e iria embora em seguida. Ele relatou que saiu para comprar pão e salsicha, passou por um bar para conversar com conhecidos e retornou cerca de 40 minutos depois. Ao voltar, disse ter encontrado Bruna caída e sem responder aos chamados. Edvan contou que saiu em busca de ajuda e encontrou um homem que emprestou o celular para acionar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência).

Durante a ligação, recebeu orientações para realizar manobras de reanimação. O réu afirmou que tentou reanimar a vítima cerca de 15 vezes e percorreu mais de dez quarteirões pedindo ajuda a moradores. Questionado sobre quem poderia ter cometido o crime, disse não saber e alegou que outras pessoas frequentavam o imóvel para consumir drogas. Ao responder às perguntas do juiz e da promotora, Edvan também falou sobre o relacionamento com Bruna. Segundo ele, os dois viveram juntos por cerca de dois anos e estavam separados havia oito meses quando ocorreu a morte, mas a mulher continuava procurando os locais onde ele morava.

O acusado alegou que as discussões começaram depois que Bruna passou a usar drogas. Também afirmou que ela registrava denúncias de violência doméstica para conseguir que ele saísse de casa. Edvan reconheceu a existência de medidas protetivas, mas negou ter agredido a ex-companheira. “Eu não agredia ela. Nunca agredi”, declarou ao juiz. Ele atribuiu hematomas e cicatrizes que Bruna apresentava a supostas crises epilépticas. Questionado pela defesa, Edvan confirmou que carregava uma faca, mas afirmou que utilizava o objeto no trabalho, no depósito de reciclagem.

Também disse que não presenciou nenhuma crise epiléptica da vítima no dia da morte. O crime – Bruna foi encontrada morta em 28 de dezembro de 2024, em um imóvel na Rua Lauro Müller, no Jardim Los Angeles. Conforme a investigação policial divulgada à época, a jovem apresentava lesões na cabeça e perfurações pelo corpo. Edvan foi preso em flagrante, suspeito de feminicídio. Segundo a Polícia Civil, ele chegou a admitir as agressões durante a investigação, versão diferente da apresentada em juízo.

A polícia também informou que o acusado acumulava registros de violência doméstica e que Bruna havia solicitado medidas protetivas anteriormente. Na ocasião, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. O resultado do julgamento deve ser divulgado na tarde desta quarta-feira.

Fonte: Campo Grande News

Leia também