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El Niño mantém MS sob risco de chuva acima da média durante novembro

Mato Grosso do Sul deve continuar enfrentando um período de chuva acima da média em novembro, com precipitações frequentes em quase todo o território estadual. A previsão da Climatempo aponta que o El Niño, que segue em fortalecimento e pode atingir seu pico em dezembro, continuará influenciando as condições meteorológicas no Brasil, favorecendo o excesso de chuva no Centro-Sul do País. No Estado,

Redação Diário Pantanal

30/10/2026, 14:15

El Niño mantém MS sob risco de chuva acima da média durante novembro

Mato Grosso do Sul deve continuar enfrentando um período de chuva acima da média em novembro, com precipitações frequentes em quase todo o território estadual. A previsão da Climatempo aponta que o El Niño, que segue em fortalecimento e pode atingir seu pico em dezembro, continuará influenciando as condições meteorológicas no Brasil, favorecendo o excesso de chuva no Centro-Sul do País. No Estado, a tendência é de volumes de precipitação superiores à média histórica em praticamente todas as regiões, com exceção de algumas áreas onde a distribuição das chuvas pode ser mais irregular.

O cenário também deve provocar diferenças de temperatura entre as regiões sul e centro-sul, onde os termômetros podem ficar próximos ou abaixo do padrão para novembro, e as áreas centrais e do norte, com temperaturas dentro da média. De acordo com a análise, o excesso de nebulosidade, a ocorrência de chuva frequente e a possibilidade de entrada de massas de ar frio devem impedir que as temperaturas médias subam como normalmente acontece nesta época do ano. No centro-sul e no leste de Mato Grosso do Sul, a previsão é de temperaturas próximas ou abaixo da média climatológica.

Já no centro-norte e no oeste do Estado, os termômetros devem permanecer dentro do padrão esperado para o mês. Apesar disso, novembro é tradicionalmente um período quente em Mato Grosso do Sul, com temperaturas que podem chegar a 40°C em algumas localidades. O cenário de instabilidade também mantém o Estado entre as áreas com risco de temporais. A previsão aponta possibilidade de tempestades em todos os estados do Centro-Oeste, além de regiões do Sul e do Sudeste. A ocorrência de chuva deve ser distribuída ao longo do mês, mas os volumes podem variar de uma localidade para outra.

El Niño pode ser um dos mais fortes já registrados - O principal fator por trás das condições previstas é o El Niño, fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Segundo a Climatempo, o episódio atual continua ativo e se aproxima de sua intensidade máxima, esperada provavelmente para dezembro de 2026. As análises dos principais centros internacionais de monitoramento climático indicam que as águas da porção central e leste do Pacífico Equatorial continuam aquecendo, sinalizando o fortalecimento do fenômeno.

A última avaliação da Administração Nacional para os Oceanos e a Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês) indica que o episódio poderá ser o mais forte observado desde a década de 1950. No Brasil, o fenômeno altera a circulação dos ventos em diferentes níveis da atmosfera e favorece mudanças na distribuição das chuvas. Para novembro, uma das alterações esperadas é o aumento da influência do chamado jato de baixos níveis, corrente de ar quente e úmido que sai da região amazônica em direção ao Centro-Sul do continente.

Essa circulação contribui para transportar umidade e alimentar áreas de instabilidade sobre Mato Grosso do Sul e estados vizinhos. Outro fator que pode favorecer a chuva é a posição da corrente de jato subtropical, que deve permanecer, em média, mais ao norte do que sua posição habitual. Com isso, as frentes frias podem avançar com mais facilidade em direção ao Sudeste e permanecer próximas da costa brasileira. Possibilidade de formação de corredor de umidade - A Climatempo também aponta a possibilidade de formação de corredores de umidade durante novembro.

Pelo menos um desses episódios poderá evoluir para uma Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), sistema meteorológico caracterizado por uma extensa faixa de instabilidade que provoca vários dias consecutivos de chuva persistente e volumosa. A previsão indica a possibilidade de organização de um episódio de ZCAS até 10 de novembro. Quando se estabelece, o fenômeno costuma concentrar umidade sobre áreas do Norte, Centro-Oeste e Sudeste, podendo provocar acumulados expressivos de precipitação.

Dependendo de seu posicionamento, também pode alcançar partes da Bahia e do Paraná. A formação desse corredor de umidade reforça a possibilidade de períodos prolongados de chuva em Mato Grosso do Sul, embora a distribuição dos volumes dependa da localização e da intensidade das áreas de instabilidade. Previsão de chuva acima da média em quase todo o Estado - O mapa de anomalia de precipitação elaborado pela Climatempo indica tendência de chuva acima da média em praticamente todo Mato Grosso do Sul durante novembro.

O mesmo cenário é esperado para quase toda a Região Sul, sudeste e sul de Goiás, além de São Paulo e grande parte de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Em contrapartida, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal e áreas do Norte e Nordeste devem registrar volumes abaixo da média climatológica, apesar da ocorrência de pancadas de chuva. A previsão de precipitação inferior à média, no entanto, não significa ausência de chuva. Conforme a Climatempo, as pancadas devem continuar ocorrendo em boa parte do Centro-Oeste, mas podem não ser suficientes para alcançar os volumes historicamente registrados em novembro.

Isso acontece porque as médias climatológicas do mês já são elevadas em diversas áreas, frequentemente superiores a 200 milímetros. Assim, mesmo com episódios de chuva, o acumulado total pode ficar abaixo do esperado. Frentes frias podem provocar quedas acentuadas de temperatura - Além da chuva, novembro poderá ter pelo menos uma frente fria de forte intensidade, capaz de provocar queda acentuada das temperaturas no Sul e em áreas do Sudeste e do Centro-Oeste. A possibilidade de entrada de ar frio também pode provocar dias com temperaturas atípicas para a época do ano em Mato Grosso do Sul e em outros estados dessas regiões.

Apesar de novembro ser tradicionalmente um mês de calor, a combinação de nebulosidade persistente, precipitações frequentes e passagem de massas de ar frio deve deixar algumas áreas com temperaturas médias abaixo do normal. No Sul do Brasil, a Climatempo ainda aponta a possibilidade de um episódio de geada tardia nas áreas de maior altitude e na região de fronteira com o Uruguai. Para Mato Grosso do Sul, a previsão é de um mês com períodos de calor, mas sem expectativa de onda de calor.

O mesmo vale para as capitais do Sul e do Sudeste, que devem registrar períodos mais quentes do que em outubro, embora a possibilidade de uma sequência prolongada de temperaturas extremas seja considerada baixa. O excesso de chuva e a menor incidência de sol também podem trazer impactos para a agricultura. A Climatempo destaca a tendência de baixa insolação no Sul do Brasil, em Mato Grosso do Sul, São Paulo, sul de Minas Gerais e Rio de Janeiro, condição que pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras.

O cenário exige atenção principalmente diante da possibilidade de temporais e de períodos prolongados de instabilidade, que podem provocar transtornos em diferentes regiões do Estado.

Fonte: Campo Grande News

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