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Duas pontes da MS-040 têm risco de queda e obras começam dia 12

Duas pontes da MS-040 apresentam risco de colapso e precisam de intervenção urgente. O problema foi confirmado por inspeções especiais nas estruturas dos quilômetros 205 e 223, onde o tráfego pesado está restrito. As obras de reforço começarão em 12 de outubro, segundo a concessionária Caminhos da Celulose e a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems). Veícul

Redação Diário Pantanal

09/10/2026, 19:00 · Atualizado em 12/10/2026, 20:08

Duas pontes da MS-040 têm risco de queda e obras começam dia 12

Duas pontes da MS-040 apresentam risco de colapso e precisam de intervenção urgente. O problema foi confirmado por inspeções especiais nas estruturas dos quilômetros 205 e 223, onde o tráfego pesado está restrito. As obras de reforço começarão em 12 de outubro, segundo a concessionária Caminhos da Celulose e a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems). Veículos leves passam pelo sistema de “pare e siga”, e placas alertam os motoristas sobre as restrições.

A liberação para cargas pesadas dependerá da conclusão dos serviços de reforço. A previsão divulgada é encerrar essa etapa até 30 de novembro. Os primeiros sinais de comprometimento apareceram nas inspeções que a concessionária realizou nos primeiros meses do contrato, como parte de suas obrigações. Os resultados levaram à elaboração de relatórios e a avaliações mais detalhadas, que revelaram problemas mais graves do que os observados inicialmente: as duas pontes correm risco de queda.

A equipe de engenharia da Agems analisou os dados técnicos, os registros fotográficos e as avaliações apresentados pela empresa. Segundo a agência, o material confirmou a necessidade de intervenção urgente, além de uma manutenção rotineira. “Quando uma inspeção aponta risco de uma ponte cair , a segurança precisa estar acima de qualquer outra consideração”, afirmou o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis. As intervenções ocorrerão simultaneamente, com serviços nas fundações e instalação de estruturas metálicas de reforço.

O projeto também prevê alargamento das pontes, com espaço adicional para acostamento. Embora essa etapa tenha como objetivo permitir a retomada do transporte de cargas, os estudos de engenharia continuarão para definir as próximas intervenções. A solução de longo prazo poderá envolver novos reforços ou reconstrução, conforme os resultados das avaliações técnicas. Segundo as informações divulgadas pela concessionária e pela agência, o excesso de peso transportado ao longo dos anos contribuiu para o desgaste das estruturas.

As pontes serão readequadas à capacidade de carga prevista na norma vigente. “Não se trata apenas de recuperar uma estrutura, mas de assegurar que ela tenha condições adequadas para suportar o uso previsto”, disse a diretora de Rodovias da Agems, Caroline Tomanquevez. Na ponte do quilômetro 205, a urgência levou à antecipação de serviços estruturais programados para uma fase posterior da concessão. No quilômetro 223, a recuperação precisou ser incorporada às intervenções porque o planejamento original considerava a construção de um contorno rodoviário em Santa Rita do Pardo.

Esse contorno, porém, está previsto para uma etapa futura. Após sua conclusão, a ponte existente deverá passar à responsabilidade da prefeitura. Até lá, a estrutura precisa oferecer condições de segurança para quem utiliza a rodovia. O presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno, afirmou que a empresa adotou medidas preventivas após identificar o risco e já mobilizou equipes para a recuperação. Segundo ele, as providências permitiram manter a passagem de veículos leves e evitar a interrupção completa da rodovia.

Para os motoristas, a restrição ao tráfego pesado continua sendo a principal mudança enquanto as obras não forem concluídas. O início dos trabalhos, por si só, não representa a liberação das pontes para caminhões.

Fonte: Campo Grande News

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