Duas empresas disputam obra para cercar 27 km de rodovia que leva a Bonito
Oito das dez empresas inscritas na licitação para instalar cercas de proteção à fauna na MS-345, entre Anastácio e Bonito, foram inabilitadas por problemas na documentação ou por não atenderem às exigências técnicas. Apenas duas continuam na disputa pela obra, orçada em R$ 5,07 milhões. O processo foi suspenso na terça-feira (20), durante a fase de recursos, e ainda não tem vencedora definida. A c
Redação Diário Pantanal
24/10/2026, 13:15

Oito das dez empresas inscritas na licitação para instalar cercas de proteção à fauna na MS-345, entre Anastácio e Bonito, foram inabilitadas por problemas na documentação ou por não atenderem às exigências técnicas. Apenas duas continuam na disputa pela obra, orçada em R$ 5,07 milhões. O processo foi suspenso na terça-feira (20), durante a fase de recursos, e ainda não tem vencedora definida. A concorrência é conduzida pela Agesul (Agência Estadual de Gestão de Empreendimentos) e prevê a instalação de 27,6 quilômetros de cercamento para reduzir acidentes envolvendo veículos e animais silvestres.
A estrutura será implantada no trecho entre o entroncamento com a BR-419 e o início da área urbana de Bonito. A análise da documentação das participantes foi concluída em 19 de outubro. Das dez empresas inscritas, somente Evolução Engenharia e Infra+ S/A cumpriram as exigências necessárias para avançar à próxima etapa. Quatro concorrentes foram inabilitadas por não apresentarem os documentos obrigatórios e as propostas iniciais dentro do prazo estabelecido. São elas FV Engenharia, Sustentare Empreendimentos, Meridian Construções e Serviços e Matpar Indústria Comércio e Engenharia.
Outras três empresas, D R V Construtora, Engetela Comércio e Serviços e Águia Construtora, foram excluídas por não comprovarem os requisitos de qualificação técnica profissional e operacional exigidos pelo edital. A Vpeng Engenharia também foi inabilitada por problemas de qualificação técnica e por não apresentar as correções documentais nos campos exigidos pelo sistema eletrônico. A empresa recebeu advertências durante o procedimento e teve oportunidade de regularizar a documentação.
As duas empresas habilitadas também precisaram apresentar documentos complementares. A Evolução Engenharia recebeu pedidos de comprovação de experiência anterior em serviços de cercamento, enquanto a Infra+ S/A precisou substituir uma certidão negativa de falência, concordata e recuperação judicial que estava vencida. No dia 19 de outubro, a Infra+ apresentou a nova certidão e foi habilitada. A Evolução Engenharia também conseguiu comprovar os requisitos exigidos e permaneceu na concorrência.
Mesmo habilitada, a Evolução Engenharia manifestou, em 20 de outubro, intenção de apresentar recurso contra a fase de habilitação. A ata da sessão não detalha quais decisões a empresa pretende contestar. Com isso, a Agesul suspendeu o andamento da concorrência e estabeleceu prazo de três dias úteis para a apresentação dos argumentos, entre 21 e 23 de outubro. As demais participantes poderão apresentar suas respostas entre segunda e quarta-feira. Segundo o registro da sessão, a decisão sobre o recurso e a convocação para a continuidade da licitação serão divulgadas por publicação oficial.
A apresentação das propostas e dos lances ainda depende da conclusão dessa etapa. O processo havia sido aberto em 18 de setembro e passou por outras suspensões para análise de documentos. A concorrência adota o critério de menor preço, mas a administração estadual ainda não definiu qual empresa executará o serviço nem o valor definitivo da contratação.
Fonte: Campo Grande News



