Dono de bar herdou apelido Xandão e não escapa de piada política
João Carlos, de 52 anos, não precisou escolher um apelido para virar Xandão. O nome já estava estampado na mercearia que ele assumiu há quase cinco anos no Bairro Amambaí. Desde então, com a fama do ministro Alexandre de Moraes nas discussões políticas, o comerciante conta que passou a ouvir brincadeiras dos clientes. “Eles dizem: ‘Vai lá que o Xandão resolve tudo na canetada’. Tem gente que faz p
Redação Diário Pantanal
20/10/2026, 08:30

João Carlos, de 52 anos, não precisou escolher um apelido para virar Xandão. O nome já estava estampado na mercearia que ele assumiu há quase cinco anos no Bairro Amambaí. Desde então, com a fama do ministro Alexandre de Moraes nas discussões políticas, o comerciante conta que passou a ouvir brincadeiras dos clientes. “Eles dizem: ‘Vai lá que o Xandão resolve tudo na canetada’. Tem gente que faz piada e compara com o Alexandre de Moraes”, conta. Apesar das comparações, ele deixa claro que a mercearia não tem envolvimento com política e, por ali, o assunto é só bebida gelada, salgado e conversa entre vizinhos.
João explica que a mercearia abriu em 2011 e já tinha o nome Xandão. O apelido, na verdade, era do sobrinho dele, Alexandre, que o herdou de um tio. O primeiro proprietário ficou no comando por seis anos, e o sobrinho assumiu por mais cinco. Há quase cinco anos, João passou a cuidar do local que abre de domingo a domingo, e decidiu manter o nome que os clientes já conheciam. “Eu não penso em mudar. Todo mundo já conhece. Eu cheguei aqui e já vinha muita antes, de quando ele era dono”, explica.
A troca de proprietário também acabou provocando uma troca de identidade. O apelido que pertencia ao sobrinho foi para o tio, que hoje é conhecido assim pelos frequentadores. “Trocaram meu nome. O pessoal começou a me chamar de Xandão, e agora o Xandão sou eu”, brinca João. Na Rua Paysandu, 145, na esquina com a Orfeu Baís, a mercearia mantém o estilo dos antigos comércios de bairro, com um pouco de tudo e espaço para os clientes se reunirem. “É algo mais rústico”, define o dono.
Entre os produtos vendidos estão bebidas, salgados, cortes de carne congelados e itens de mercearia para limpeza de casa e comida do dia a dia. “As bebidas são o carro-chefe e a gente sempre mantém bem gelada. Também coloco mesas e cadeiras para quem quiser comer, beber ou conversar aqui na frente”, detalha. De segunda a sexta-feira, a partir das 16h30 ou 17h, o comércio também serve espetinhos. Aos sábados, os clientes costumam organizar churrascos entre amigos, e João libera o espaço para os encontros.
“é todo mundo conhecido, fica tudo em casa”, pontua ‘Xandão’. Segundo ele, a clientela é formada principalmente por moradores antigos do bairro, muitos deles idosos e aposentados. “Aqui é muito sossegado. Tem muito aposentado, militar. É um pessoal que convive por anos aqui”, relata. A rotina de João começa cedo. A mercearia abre de segunda a sábado, das 7h às 21h, e aos domingos, das 8h às 14h.
Fonte: Campo Grande News



