Diário Pantanal
—
Campo GrandeConsultando tempo…

Dia D termina com estuprador e agressores de mulheres presos em MS

O Dia D da Operação Mulher Segura terminou com seis homens presos em Mato Grosso do Sul, incluindo investigados por cárcere privado, agressões físicas, ameaças com facas e descumprimento de medidas protetivas. Entre os alvos estão um homem que manteve a ex-companheira trancada em casa e outro condenado a mais de 16 anos de prisão por estuprar uma menina de 12 anos. As capturas ocorreram nesta quin

Redação Diário Pantanal

30/10/2026, 06:00

Dia D termina com estuprador e agressores de mulheres presos em MS

O Dia D da Operação Mulher Segura terminou com seis homens presos em Mato Grosso do Sul, incluindo investigados por cárcere privado, agressões físicas, ameaças com facas e descumprimento de medidas protetivas. Entre os alvos estão um homem que manteve a ex-companheira trancada em casa e outro condenado a mais de 16 anos de prisão por estuprar uma menina de 12 anos. As capturas ocorreram nesta quinta-feira (29), em Campo Grande, durante uma ofensiva coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.

A mobilização foi realizada pela Polícia Civil, por meio das equipes do SIG (Setor de Investigação Geral) e de Capturas da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher). Os mandados de prisão preventiva foram expedidos pela Justiça contra homens investigados por crimes previstos na Lei Maria da Penha. Os casos revelam episódios de violência que incluem cárcere privado, agressões, ameaças, perseguição e desrespeito a ordens judiciais de proteção. Um dos presos, de 31 anos, é investigado por descumprir medida protetiva contra a ex-companheira, também de 31 anos.

Segundo o boletim de ocorrência, a mulher foi avisada pela Central de Monitoramento da Polícia Penal de que o ex-companheiro, que utilizava tornozeleira eletrônica, estava na esquina de sua residência, no bairro Guanandi, onde permaneceu por alguns minutos. As investigações apontaram ainda que o homem teria ido ao local de trabalho da vítima, no Hospital Universitário, e deixado propositalmente a bateria do equipamento de monitoramento acabar para conseguir se aproximar dela.

O pedido de prisão preventiva considerou o risco de repetição das condutas e de agravamento da violência. Outro caso envolve um homem de 27 anos, preso preventivamente por cárcere privado, lesão corporal, ameaça e injúria. Conforme a investigação, os episódios ocorreram em outubro de 2026, após ele não aceitar o fim de um relacionamento de sete anos com uma mulher de 23 anos. O suspeito teria clonado o WhatsApp da ex-companheira e passado a ofendê-la, usando expressões como " vagabunda " e "sem-vergonha".

Em um dos episódios, atraiu a mulher até sua residência, quebrou o celular dela com um canivete, ameaçou matá-la e a manteve trancada no imóvel. No dia seguinte, quando a vítima retornou do trabalho, foi agredida com socos e chutes na região das costelas, além de ser jogada ao chão. As agressões ocorreram na presença dos dois filhos do casal, de 6 e 4 anos, e provocaram lesões. A Polícia Civil destacou a gravidade dos fatos e o risco à integridade física e psicológica da mulher, além da possibilidade de agravamento da violência e eventual feminicídio.

As equipes também prenderam um homem de 34 anos, acusado de descumprir medidas protetivas impostas em favor da ex-companheira, de 28 anos. Segundo o relato da vítima, em outubro deste ano, ele apareceu na casa dela, no bairro Jardim Bonança. Ao saber que os filhos não estavam no imóvel, olhou para dentro da residência e foi embora. Testemunhas relataram que o homem já havia sido visto outras vezes nas proximidades, inclusive observando as crianças à distância. O histórico de violência inclui ameaças com arma de fogo e agressões físicas, como enforcamento, socos e chutes, conforme o Formulário Nacional de Avaliação de Risco.

Outro alvo, de 41 anos, foi preso após romper a tornozeleira eletrônica e desrespeitar medidas cautelares. Ele havia sido detido em flagrante em setembro de 2026 por lesão corporal, ameaça e dano contra a companheira, de 39 anos. Na ocasião, o homem danificou móveis da residência, quebrou o celular da vítima, deu um soco nela e ameaçou os filhos da mulher. Após conseguir liberdade provisória mediante medidas cautelares, o monitoramento eletrônico identificou que ele entrou na área de exclusão da vítima e, posteriormente, rompeu a cinta da tornozeleira.

A Justiça decretou a prisão preventiva diante do descumprimento das determinações judiciais, apontando o desprezo do investigado pelas medidas impostas. Entre os presos também está um homem de 29 anos, procurado por um crime de estupro de vulnerável cometido em Aquidauana. Conforme a investigação, entre setembro e outubro de 2022, ele manteve convivência marital com uma adolescente de apenas 12 anos e praticou conjunção carnal com ela diversas vezes. Ainda segundo a apuração, após uma discussão motivada por ciúmes, o homem agrediu a menina com um amassador de alho, socos, puxões de cabelo e chutes na barriga.

Após o encerramento da investigação e da ação penal, ele foi condenado a mais de 16 anos de prisão em regime fechado e era procurado desde fevereiro deste ano. O homem foi localizado em Campo Grande e preso pela equipe da Deam. Contra ele também havia um mandado de prisão por condenação definitiva por furto qualificado, com pena de um ano e seis meses de reclusão. O balanço da operação reúne seis prisões realizadas durante a mobilização, que começou às 5h. A ofensiva faz parte de uma ação nacional coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública para localizar e prender suspeitos e condenados por violência doméstica e familiar contra mulheres.

Fonte: Campo Grande News

Leia também