De fertilizantes a laticínio, projetos preveem R$ 25,2 milhões na Capital
Projetos de empresas dos setores de alimentos, fertilizantes e transporte de cargas podem acrescentar R$ 25,2 milhões em investimentos fixos à economia de Campo Grande e abrir 99 empregos diretos. As propostas foram apresentadas nesta quarta-feira (14) ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) e buscam incentivos municipais para instalação ou expansão dos empreendimentos. Os val
Redação Diário Pantanal
15/10/2026, 09:45

Projetos de empresas dos setores de alimentos, fertilizantes e transporte de cargas podem acrescentar R$ 25,2 milhões em investimentos fixos à economia de Campo Grande e abrir 99 empregos diretos. As propostas foram apresentadas nesta quarta-feira (14) ao Conselho Municipal de Desenvolvimento Econômico (Codecon) e buscam incentivos municipais para instalação ou expansão dos empreendimentos. Os valores e as contratações são previsões dos projetos, cuja concretização depende da implantação dos negócios.
Os pedidos foram discutidos na 214ª reunião ordinária do conselho, no âmbito do Programa de Incentivos para o Desenvolvimento Econômico e Social de Campo Grande (Prodes). Entre os benefícios previstos está a concessão de áreas, conforme os critérios da legislação municipal. A carteira reúne comércio atacadista de carnes, indústria de panificação, fertilizantes, transporte rodoviário de cargas e produtos lácteos. Dois dos empreendimentos apresentados, uma fábrica de fertilizantes e um laticínio, somam R$ 8,2 milhões em investimentos previstos e 35 vagas diretas — aproximadamente um terço dos recursos e dos empregos anunciados.
A Oscarpes Fertilizantes Ltda. pretende investir R$ 5 milhões e contratar 20 trabalhadores. Segundo a CEO e sócia Taina Carpes Ely, a localização de Campo Grande e o mercado ligado ao agronegócio pesaram na escolha para a instalação da fábrica. “A cidade é um grande corredor para o agronegócio, tem um mercado importante e oferece condições para fazermos a região crescer, gerar empregos e trazer inovação e tecnologia para o setor”, afirmou. Na cadeia do leite, a Cooperativa Agrícola Mista da Pecuária de Corte e Leiteira e da Agricultura Familiar (Cooplaf) apresentou proposta para construir um laticínio, com investimento de R$ 3,2 milhões e previsão de 15 empregos diretos.
Além das vagas na unidade, a expectativa da cooperativa é ampliar as oportunidades de comercialização para os produtores familiares. Uma estrutura de processamento pode agregar valor ao leite e fortalecer a atividade no município. Segundo a presidente da Cooplaf, Maria Neuzira Cardoso da Silva Garcia, a concessão da área é importante para viabilizar o empreendimento e estimular a renda das famílias que trabalham com a produção leiteira. O conselho também aprovou a baixa da cláusula de reversão de uma área ocupada pela Vó Ermínia Alimentos no Polo Empresarial Paulo Coelho Machado, onde a empresa está instalada desde 2011.
A cláusula prevê a possibilidade de retorno do imóvel ao município nas condições estabelecidas na concessão. Segundo o gestor Gabriel Ferreira Galvanin, a retirada dessa condição dá mais segurança para investir na ampliação e em melhorias da estrutura. Ele afirmou que os compromissos assumidos pela empresa já haviam sido cumpridos. “Agora conseguimos investir mais no imóvel e ampliar a estrutura, que já está precisando de melhorias”, disse. De origem familiar, a Vó Ermínia começou na produção rural e passou pela incubadora municipal antes de consolidar sua atividade industrial.
Atualmente, atende mercados de 11 estados. Não foi informado o valor de uma eventual nova expansão. O acompanhamento dos benefícios concedidos também entrou na discussão. O secretário municipal responsável pela área de desenvolvimento econômico, Ademar Silva Junior, propôs visitas técnicas dos conselheiros aos polos empresariais e às empresas atendidas pelo Prodes. A iniciativa busca verificar os investimentos, conhecer as condições de funcionamento dos empreendimentos e identificar demandas de infraestrutura.
Também foram propostas reuniões itinerantes nas entidades que integram o conselho e a apresentação de um relatório das atividades do programa à Câmara Municipal. O material divulgado sobre a reunião não detalha o cronograma de implantação dos novos projetos, os prazos das contratações nem o valor das áreas solicitadas. Essas informações são necessárias para dimensionar a contrapartida pública e acompanhar quanto das previsões se transforma em investimento e emprego na Capital.
Fonte: Campo Grande News
