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Com 50 mil moradores, Sidrolândia soma ao menos 12 operações em 5 anos

A 71 quilômetros de Campo Grande, Sidrolândia, com cerca de 50 mil habitantes, acumula uma sequência de operações que chama atenção. Em cinco anos, o Campo Grande News noticiou ao menos 12 ações com buscas ou prisões no município, em investigações sobre suspeitas que vão de fraudes em contratos públicos e compra de votos a desvios de recursos destinados ao hospital local. A contagem inclui operaçõ

Redação Diário Pantanal

07/10/2026, 11:15

Com 50 mil moradores, Sidrolândia soma ao menos 12 operações em 5 anos

A 71 quilômetros de Campo Grande, Sidrolândia, com cerca de 50 mil habitantes, acumula uma sequência de operações que chama atenção. Em cinco anos, o Campo Grande News noticiou ao menos 12 ações com buscas ou prisões no município, em investigações sobre suspeitas que vão de fraudes em contratos públicos e compra de votos a desvios de recursos destinados ao hospital local. A contagem inclui operações distintas, fases de uma mesma investigação e ações que cumpriram mandados na cidade, embora apurassem crimes sem relação com a administração municipal.

O número não representa 12 escândalos independentes. A lista inclui quatro fases da Operação Tromper e ações sobre temas diversos, como tráfico de drogas, fraude no sistema do Detran e furto de energia. Mas também reúne investigações que colocaram sob suspeita contratos municipais, compra de votos e recursos destinados ao hospital da cidade. A operação mais recente ocorreu nesta quarta-feira (7). O Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção) cumpriu ao menos cinco mandados de busca e apreensão em Sidrolândia, em uma investigação ligada ao Hospital Beneficente Dona Elmíria Silvério Barbosa.

Em novembro de 2025, o hospital já havia sido alvo da Operação Dirty Pix , que apura suspeita de desvio de R$ 5,4 milhões destinados à compra de equipamentos. Vale lembrar que algumas ações investigam suspeitas envolvendo a administração pública de Sidrolândia, enquanto outras apenas tiveram buscas ou prisões na cidade, mas tratavam de crimes diferentes ou de contratos de outro município. Operações em Sidrolândia Geminus - 7 de dezembro de 2021: a Polícia Federal investigava um esquema de envio de cocaína da fronteira com o Paraguai para cidades do Rio Grande do Sul.

Um dos presos foi encontrado em Sidrolândia. Tromper, 1ª fase - 18 de maio de 2023: o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) cumpriu mandados para investigar suspeitas de fraude em licitações, peculato, falsidade ideológica, associação criminosa e sonegação fiscal em contratos da prefeitura. Miríade - 29 de junho de 2023: a Polícia Civil cumpriu mandados em Sidrolândia, Campo Grande, Rio Negro e Miranda. A investigação apurava a inserção de dados falsos no sistema do Detran-MS (Departamento Estadual de Trânsito de MS).

Tromper, 2ª fase - 21 de julho de 2023: o Gaeco voltou à prefeitura e prendeu servidor e empresários investigados. Tromper, 3ª fase - 3 de abril de 2024: Gaeco e Gecoc cumpriram mandados em Sidrolândia e Campo Grande. Entre os presos estava Cláudio Serra, ex-secretário municipal e então vereador da Capital. Operação contra furto de energia - 12 de julho de 2024: ação da Polícia Civil com apoio da Energisa vistoriou imóveis e terminou com cinco pessoas presas em flagrante.

Vigília - 4 de outubro de 2024: o Gaeco cumpriu mandados às vésperas da eleição municipal para investigar suspeita de compra de votos. A operação apreendeu dinheiro, celulares, veículos e listas com valores que, segundo a investigação, estariam relacionados a pagamentos a eleitores. Tromper, 4ª fase - 5 de junho de 2025: nova etapa da investigação sobre contratos municipais cumpriu mandados em Sidrolândia e Campo Grande e levou novamente Cláudio Serra à prisão.

Copertura - 1º de outubro de 2025: a investigação era sobre suspeitas de fraude em licitações da Prefeitura de Miranda. Mandados também foram cumpridos em lojas de Sidrolândia ligadas a um empresário investigado. Dirty Pix - 18 de novembro de 2025: o Gecoc apurou suspeita de desvio de recursos destinados ao hospital e de pagamentos indevidos a vereadores. Foram cumpridos 18 mandados em Sidrolândia e Manaus. Camuflagem - 26 de fevereiro de 2026: o Gecoc fez buscas contra pessoas e empresas investigadas por suspeita de lavagem de dinheiro.

A ação foi apontada como desdobramento da Tromper. Dirty Pix, 2ª fase - 7 de outubro de 2026: o Gecoc cumpriu ao menos cinco mandados em Sidrolândia. A investigação também envolve pessoas ligadas ao Hospital Dona Elmíria Silvério Barbosa. Um fato, várias operações - As quatro fases da Tromper formam a sequência mais extensa da lista. A investigação começou em 2023 e avançou sobre suspeitas de fraude em licitações e contratos da prefeitura. Em fevereiro de 2026, a Camuflagem acrescentou uma frente de apuração sobre lavagem de dinheiro, descrita pelo Gecoc como desdobramento do caso.

Já a operação Vigília levou a investigação para o período eleitoral de 2024, com suspeita de compra de votos. Na sequência, a operação Dirty Pix e o desdobramento deflagrado nesta quarta-feira voltaram a atenção para o hospital municipal: a primeira apurou suspeitas relacionadas aos R$ 5,4 milhões destinados a equipamentos; a nova ação cumpre mandados em investigação ligada à instituição.

Fonte: Campo Grande News

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