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Casal abandona o fiado e melhora a renda com horta em Cassilândia

As vendas de hortaliças iam para o caderninho, mas faltava dinheiro para pagar as despesas da plantação. Em Cassilândia, a 410 km de Campo Grande, Antônio Chaves e Lourdes da Silva contam que conseguiram melhorar a renda da horta ao deixar de vender fiado, adotar o Pix e controlar o que recebiam e gastavam. Antônio e Lourdes dividem o trabalho entre a plantação e a banca de vendas. Ela acompanha o

Redação Diário Pantanal

24/10/2026, 21:00

Casal abandona o fiado e melhora a renda com horta em Cassilândia

As vendas de hortaliças iam para o caderninho, mas faltava dinheiro para pagar as despesas da plantação. Em Cassilândia, a 410 km de Campo Grande, Antônio Chaves e Lourdes da Silva contam que conseguiram melhorar a renda da horta ao deixar de vender fiado, adotar o Pix e controlar o que recebiam e gastavam. Antônio e Lourdes dividem o trabalho entre a plantação e a banca de vendas. Ela acompanha o movimento dos produtos, sabe o que está disponível, o que foi vendido e o que ficou.

Antes, porém, as vendas a prazo dificultavam o fechamento das contas e comprometiam o dinheiro necessário para manter a horta. “Porque se você tira 20 sacolas de alface, você vende elas fiadas e chega na hora do acerto, e elas não fecham, porque tá tudo fiado. Tem que fechar o balanço do dia”, explica Lourdes. A mudança ocorreu durante o acompanhamento da Assistência Técnica e Gerencial Prepara, do Senar/MS (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), conforme divulgado pela instituição.

A orientação foi registrar as vendas e as despesas para entender quanto a atividade rendia. O fato de aceitar Pix também permitiu atender clientes que chegavam à banca sem dinheiro em espécie e o caderno de fiados foi eliminado. A partir daí, segundo Antônio, os recursos começaram a ficar disponíveis para as compras da própria produção. As mudas, antes adquiridas a prazo, passaram a ser pagas à vista. “Começou a cortar o fiado, aí já começou a aparecer dinheiro”, relata.

Na plantação, outra dificuldade era lidar com pragas e doenças. Antônio afirma que recorria a preparos caseiros, mas os problemas voltavam. Com o acompanhamento técnico, passou a receber orientações sobre como cuidar dos cultivos. Ela afirma que a variedade da horta também aumentou. Além de alface e couve, o casal passou a plantar pepino, jiló, pimenta, rúcula e abobrinha. Segundo Antônio, a diversificação ajudou a atender quem procurava outros alimentos na banca. O técnico de campo Klinton Montanari, do Senar/MS, afirma que os dois seguem as orientações tanto no controle de gastos e receitas quanto no trabalho na plantação.

Sem informar os valores de faturamento ou de aumento da produção, Antônio cita exemplos da melhora das condições financeiras. Segundo ele, Lourdes trabalhava em casas de família e precisava de cestas básicas para complementar o sustento. Hoje, afirma, a situação é outra. “A Lourdes hoje tem condições de dar cesta básica, em vez de pegar a cesta básica”, diz. O sonho de aprender a ler - Além das mudanças na horta, o casal encontrou uma oportunidade de estudar pelo Programa Despertando, também do Senar/MS.

Antônio conta que resistiu ao convite no início, por considerar que a idade era um impedimento. Depois de conversar com a equipe, decidiu frequentar as aulas. “Eu já tô muito idoso, não preciso estudar mais não”, lembra ter dito. O incentivo para aprender e se desenvolver o fez mudar de ideia. Para Lourdes, a escola permitiu realizar um desejo antigo: “É meu sonho ler a minha Bíblia, eu leio ela”, conta. “Agradeço a Deus, primeiramente, e à professora.”

Fonte: Campo Grande News

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