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Bebê morta vivia em casa onde crianças dormiam sobre fezes e urina

A Polícia Civil segue investigando se a bebê que chegou morta na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Guatós, em Corumbá, nesta terça-feira (6), foi vítima de maus-tratos. O que já mostrou uma perícia feita na casa onde ela vivia, é uma situação de extrema vulnerabilidade. "Casa minúscula, extremamente suja e as crianças dormiam em cima das próprias fezes e urina", relatou o delegado Fillipe Araújo

Redação Diário Pantanal

07/10/2026, 10:15

Bebê morta vivia em casa onde crianças dormiam sobre fezes e urina

A Polícia Civil segue investigando se a bebê que chegou morta na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Guatós, em Corumbá, nesta terça-feira (6), foi vítima de maus-tratos. O que já mostrou uma perícia feita na casa onde ela vivia, é uma situação de extrema vulnerabilidade. "Casa minúscula, extremamente suja e as crianças dormiam em cima das próprias fezes e urina", relatou o delegado Fillipe Araújo Izidio hoje (7). A residência fica no Conjunto Habitacional Corumbella. Vivem lá a mãe da bebê, de 28 anos, outras duas crianças que são seus filhos, além de um sobrinho e a namorada dele.

Ainda segundo o delegado, até então o pai da menina morta não foi localizado. A bebê tinha apenas 2 meses e 13 dias de vida. De acordo com o boletim de ocorrência registrado na 1ª Delegacia de Polícia de Corumbá, a mãe relatou que acordou às 5h para fazer atividades domésticas e deixou a bebê em casa para ir até o vizinho por volta das 6h. Ao voltar, a encontrou com o corpo frio e sem reagir a estímulos. O caso é conduzido pelo delegado Sidney Pinheiro de Queiroz e seguirá para a DAIJI (Delegacia de Atendimento à Infância, Juventude e Idoso) ou ficará na 1ª Delegacia de Polícia a depender do que as primeiras apurações constatarem.

Mancha e intervalo - Uma enfermeira e uma médica da UPA acionaram a Polícia Militar por desconfiarem da presença de uma mancha de sangue na roupa da bebê e suspeitarem que, aparentemente, a morte havia ocorrido há mais tempo do que o intervalo entre a saída e a volta da mãe à casa. Ontem, foram ouvidos os depoimentos da mãe, das duas profissionais de saúde e do sobrinho que mora na casa. Mais pessoas devem ser ouvidas. Os laudos relacionados à morte ainda não saíram. Em relação à mancha na roupa, há dúvida se é vestígio do engasgo com algum alimento.

O Conselho Tutelar deve colaborar com as investigações. A reportagem entrou em contato para saber se a família já era acompanhada, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.

Fonte: Campo Grande News

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