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Após ser monitorado por drone, líder do PCC em SP é preso no leste de MS

Kevin Lerco de Faria, de 30 anos, conhecido como “Francês”, foi preso na manhã desta segunda-feira (19), em Aparecida do Taboado, a cerca de 460 quilômetros de Campo Grande. Apontado pela Justiça como uma das lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital), ele estava foragido de São Paulo desde novembro de 2025. A prisão foi resultado de uma ação conjunta da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul

Redação Diário Pantanal

19/10/2026, 20:30

Após ser monitorado por drone, líder do PCC em SP é preso no leste de MS

Kevin Lerco de Faria, de 30 anos, conhecido como “Francês”, foi preso na manhã desta segunda-feira (19), em Aparecida do Taboado, a cerca de 460 quilômetros de Campo Grande. Apontado pela Justiça como uma das lideranças do PCC (Primeiro Comando da Capital), ele estava foragido de São Paulo desde novembro de 2025. A prisão foi resultado de uma ação conjunta da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul com os setores de inteligência das polícias Civil e Militar de São Paulo. Conforme apurado pela reportagem, após identificarem o paradeiro de Kevin na região leste do Estado, as forças de segurança acionaram a equipe policial para cumprir o mandado.

Um drone foi utilizado na manhã desta segunda-feira para monitorar a movimentação do suspeito. Imagens enviadas ao Campo Grande News pelo canal Direto das Ruas mostram o equipamento acompanhando o carro em que ele estava pelas ruas do município. O veículo passa por diversas vias próximas à residência onde Kevin estava morando, até acessar a Avenida da Saudade, onde uma viatura da Polícia Militar aguardava. Quando o motorista vira à esquerda, os policiais fazem a abordagem e efetuam a prisão.

A decisão judicial que determinou a prisão preventiva aponta indícios de que Kevin exercia papel de liderança em uma estrutura voltada ao tráfico de drogas. Conforme o documento, conversas encontradas no celular de um investigado indicavam negociações sobre o resgate, o armazenamento e a contabilidade de entorpecentes. Segundo a decisão, as mensagens também apontavam que Kevin dava ordens para o resgate e o fracionamento das drogas. A investigação identificou ainda pagamentos relacionados à guarda das substâncias, função atribuída a outro investigado, além de comprovantes de transações financeiras vinculadas ao CPF de Kevin.

O documento menciona a apreensão de grande quantidade de entorpecentes e considera que os elementos reunidos indicavam atuação organizada no comércio de drogas, com divisão de tarefas entre os envolvidos. A Justiça também levou em conta a fuga de Kevin após a prisão de um comparsa e a existência de outro mandado de prisão em aberto. Para o magistrado, a prisão preventiva era necessária para garantir a aplicação da lei penal, preservar a investigação e evitar a continuidade das atividades criminosas.

O mandado de prisão preventiva foi expedido pela Vara Única de Ouroeste (SP), em novembro de 2025. Em janeiro de 2026, um novo mandado foi emitido.

Fonte: Campo Grande News

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