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Após estupro e ameaças de morte, mulher busca socorro na Deam

Sem ter para onde ir, uma mulher aguardava atendimento na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), em Campo Grande, com fome e sem saber onde passaria as próximas horas. Foi nesse cenário que a reportagem a encontrou na manhã desta sexta-feira (9). Enquanto esperava, ela contou que havia sido estuprada, agredida e ameaçada de morte por um homem que morava no mesmo conjunto de quitin

Redação Diário Pantanal

09/10/2026, 10:00 · Atualizado em 12/10/2026, 20:08

Após estupro e ameaças de morte, mulher busca socorro na Deam

Sem ter para onde ir, uma mulher aguardava atendimento na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), em Campo Grande, com fome e sem saber onde passaria as próximas horas. Foi nesse cenário que a reportagem a encontrou na manhã desta sexta-feira (9). Enquanto esperava, ela contou que havia sido estuprada, agredida e ameaçada de morte por um homem que morava no mesmo conjunto de quitinetes que ela, no Parque dos Laranjais, na Capital. Segundo o relato, a violência começou depois que ela se separou do marido e passou a morar sozinha em um dos quartos alugados.

O suspeito, que também vivia no local, seria usuário de drogas e, conforme a vítima, começou a entrar repetidamente no imóvel e a importuná-la quando percebeu que ela estava sem a companhia do ex-companheiro. A mulher contou que, em uma das primeiras situações, acordou e encontrou o homem sobre ela, praticando um ato sexual sem consentimento. Na ocasião, ela afirmou que conseguiu reagir e o afastou. Depois, procurou o proprietário das quitinetes para denunciar o ocorrido, mas, segundo ela, não recebeu apoio.

O homem teria minimizado a situação e atribuído a denúncia ao consumo de bebida alcoólica. No dia seguinte, a situação teria se repetido. Ao encontrar novamente o suspeito dentro do quarto, a vítima o confrontou e disse que contaria à polícia e ao ex-marido o que havia acontecido. Foi então, conforme o relato, que ele pegou um facão e passou a ameaçá-la. Com medo de ser morta, ela procurou ajuda de amigos e chegou a deixar o imóvel para se proteger. Mesmo assim, afirma que continuou sendo perseguida e intimidada.

Durante a madrugada, voltou ao local e pediu ao proprietário que permitisse que ela descansasse em uma área comum da casa, pois estava com medo de permanecer sozinha no quarto. A resposta, segundo a mulher, foi de que deveria voltar para o próprio cômodo. Ela também afirma que o proprietário a agrediu com chutes, deixando marcas pelo corpo, e ameaçou expulsá-la do imóvel. A vítima havia acabado de pagar o aluguel do mês seguinte. Em meio às ameaças, a mulher decidiu acionar a polícia.

Enquanto aguardava a chegada da equipe, acabou cochilando. Nesse momento, segundo ela, o suspeito voltou a atacá-la. Ao tentar escapar, recebeu outro chute na perna e caiu. Uma amiga passou pelo local e, conforme a vítima, também conhecia o homem por episódios anteriores de violência. Quando os policiais chegaram, o suspeito havia fugido. A mulher contou aos agentes o que havia acontecido e indicou que ele poderia estar escondido na casa do proprietário das quitinetes. Durante as buscas, os policiais entraram no imóvel, mas não encontraram o suspeito naquele momento.

Posteriormente, ele foi preso, conforme apurado pela reportagem. Além da violência física e sexual, a vítima relata que ficou sem condições de permanecer no lugar onde morava e sem apoio familiar. Separada do marido, ela diz não ter parentes com quem possa contar e teme voltar ao endereço onde ocorreram os ataques. A reportagem tentou contato com representantes da delegacia para obter informações sobre o caso, mas, durante a troca de plantão, nenhum servidor estava disponível para atender.

No local, havia apenas uma funcionária dos serviços gerais.

Fonte: Campo Grande News

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