Anvisa alerta para falsificações na Amazon e Shopee e interdita medicamento
Tiras para medição de glicemia anunciadas na Amazon e o medicamento Fauldleuco (folinato de cálcio) tiveram a comercialização proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). As determinações foram publicadas nesta quinta-feira (22). A agência também determinou a interdição cautelar de um lote do suplemento alimentar NAC (N-Acetil L-Cisteína), da marca Lauton, vendido pela Shopee.
Redação Diário Pantanal
22/10/2026, 14:15

Tiras para medição de glicemia anunciadas na Amazon e o medicamento Fauldleuco (folinato de cálcio) tiveram a comercialização proibida pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). As determinações foram publicadas nesta quinta-feira (22). A agência também determinou a interdição cautelar de um lote do suplemento alimentar NAC (N-Acetil L-Cisteína), da marca Lauton, vendido pela Shopee. Segundo a Anvisa, a empresa Roche Diabetes Care Brasil Ltda., responsável pelo produto Accu-Chek Active, identificou dois anúncios falsos na Amazon.
Conforme relatado, os itens apresentavam características diferentes das do produto original. “Além da ausência da embalagem externa original, os itens traziam a restrição de comercialização descrita em inglês ‘ONLY FOR GOVERNMENT TENDER’ (Destinado exclusivamente a licitações governamentais)”, detalha a nota. Confira os produtos e os anúncios identificados: Tiras Accu-Chek Active com 50 unidades: acessar anúncio na Amazon. Kit de tiras para medidor de glicemia Accu-Chek Active com 100 unidades: acessar anúncio na Amazon.
Outra empresa identificou falsificações do suplemento alimentar NAC, da marca Lauton, que também era vendido pela internet. Segundo a agência, o produto era comercializado pela Shopee. Após a identificação das irregularidades, foi determinada a interdição cautelar do lote 11-2025, com validade até novembro de 2026. O medicamento Fauldleuco (folinato de cálcio), na concentração de 10 mg/ml, em solução injetável, também foi alvo de interdição cautelar. A medida foi adotada após a identificação de “suspeita de desvio de qualidade relacionado à presença de material particulado em unidades do lote específico do produto, fabricado pela empresa Libbs Farmacêutica Ltda”, explica a agência.
O medicamento é utilizado no tratamento da anemia megaloblástica e como suporte à quimioterapia contra o câncer colorretal. Com a interdição, o produto não deve ser utilizado nem comercializado enquanto a medida estiver em vigor. “A interdição cautelar é uma medida preventiva e temporária com o objetivo de proteger a saúde da população e permanece vigente enquanto são realizados testes, provas, análises ou outras providências requeridas para a investigação e a conclusão do caso”, informa a Anvisa.
Fonte: Campo Grande News


